Não posso precisar quando
foi. Apenas que sei que algures li o seu nome num poema. Sim, foi isso. Li esse
poema num dia como o de hoje. Para mim os dias em que recordo outros dias são
sempre um dia igual a hoje. Alguém poderá dizer assim os dias são sempre iguais
para ti. Sim, são. Acordo, levanto-me, sinto que estou vivo. Depois tomo o café.
Penso nos dias até ao dia de hoje e sei que ainda estou aqui. No fundo – apesar
do meu pessimismo congénito – e em segredo, agradeço todos os dias em que os
meus olhos vêem a luz do dia e dos dias. Sei (como não podia deixar de saber?) que
um dia irei partir. Às vezes isso deixa-me lixado e penso naquelas sábias palavras
proferidas por alguém que desconheço: “vimos ao mundo sem pedir e partimos sem
querer”. E no fundo essa é a única verdade. O resto, tudo aquilo que fazemos pelo
meio, não interessa lá muito. Mas é tão bom fazê-lo.
1 comentário:
O resto, o que fazemos pelo meio, é a única coisa que interessa.
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