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Paulo Jorge Fidalgo
Oh Musa
Soubesses oh Musa
como ligeira corre a trégua
e cruel a luz no olhar de Maio
teus ombros pousassem
aves mansas nos meus braços
à vidraça que nos guarda
dissesses quanto dói o nome
que nos esconde de tudo
quanto somos.
em Do coração a jeito, Lisboa: Hiena, 1994, p. 10
Um poema de Paulo Jorge Fidalgo
Não suporto
Não suporto essas pessoas reais
com as distâncias do costume.
Felizes ou desesperados,
inteligentes ou poltrões,
todos desamo com demais verdade
para que comovam a lágrima.
Distraio da canalha e do talento
com o bocejo fácil de quem não tem tempo.
O sumário dos anos nada trouxe
à minha colecção íntima de vícios e paixões.
A Deus ou ao Diabo me darei
se eu o não for.
em Síntese Poética da Conjuntura, Lisboa: Hiena Editora, 1993, p. 57.
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