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Um poema de Rui Caeiro


Um corpo que se agarra a outro
e ora o acaricia ora o penetra

E nem o tecto lhes cai em cima
nem eles foram pelo chão abaixo

É a vantagem que há em
laborar no centro da terra


em O Quarto Azul e outros poemas, Lisboa: Letra Livre, Colecção Eros Ortográficos, 2011, p. 40.