Yukio Mishima


Quando era jovem, existia apenas uma realidade e parecia-lhe que o futuro se estendia à sua frente, prenhe de imensas possibilidades. Mas à medida que envelhecia, a realidade adquiria muitas formas e era o passado que se refractava em inúmeras probabilidades. Como cada uma delas se achava ligada à sua própria realidade, a linha que distinguia o sonho da realidade tornava-se cada vez mais obscura. As suas recordações, em permanente fluxo, haviam tomado aspecto de sonhos.


em Cavalos em Fuga, Lisboa: Editorial Presença, 1ª edição, 1987, p. 11.

5 comentários:

André disse...

Conseguiste comparar um exemplar?

manuel a. domingos disse...

tive sorte

André disse...

Invejo-te! Nem devias fazer publicidade disto! :-)

manuel a. domingos disse...

olha que a inveja é pecado! e capital! :-D

fernando machado silva disse...

então e que tal fazer cópias que nós pagamos!