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Um poema de Inês Lourenço


Galgos


Um dia correremos como galgos
de narinas frementes e patas loucas
só pela volúpia de correr, galgos
sem ofício de perseguir
sem presa à vista, só gozando
a velocidade vertiginosa da corrida.


em O Jogo das Comparações, Lages do Pico: Companhia das Ilhas, 2016, p. 32.