Estamos num quarto branco ou cinzento
assumindo a solidão e o prazer.
Apenas algumas vogais enternecendo sílabas,
sinais, ó noite de rimas!
Visito-te de púrpura, ponho um nome na rua
de qualquer dia, entre o dever
e a capacidade de sonhar.
Amo-te vestida de carne e suor.
em Aromas, Lisboa: &etc, 1985.