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Um poema de Helga Moreira


Estamos num quarto branco ou cinzento
assumindo a solidão e o prazer.
Apenas algumas vogais enternecendo sílabas,
sinais, ó noite de rimas!

Visito-te de púrpura, ponho um nome na rua
de qualquer dia, entre o dever
e a capacidade de sonhar.

Amo-te vestida de carne e suor.

em Aromas, Lisboa: &etc, 1985.