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Fábio Neves Marcelino
Um homem espera
por um rio que o venha buscar
Lá fora a chuva
encharca a roupa estendida
Tempos houve em que esperei a luz que precede o trovão
como quem pára para escutar a idade
em Canto Irregular, Lisboa: Averno, 2018, p. 15.
Um poema de Fábio Neves Marcelino
Diante do crepúsculo
de lábios doces
encerro as cortinas.
Já amei a música
na língua dos poetas
que hoje se assemelha
a um rumor.
Desço os degraus,
nomeio os infernos
e o medo torna-se branco.
em Telhados de Vidro, nº. 22, Novembro 2017, p. 55.
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