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Um poema de Edgar Carneiro


Flores para mortos

Não se comem lírios,
Nem cravos e rosas.
De contrário, os poetas
Não as escolhiam
Para as suas glosas.
Nem as flores seriam,
Agora mais raras,
Cobertura fácil
Para as campas rasas.

em A Faca No Pão, Lisboa, 1981, p. 18.