Mostrar mensagens com a etiqueta Antonio Gamoneda. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Antonio Gamoneda. Mostrar todas as mensagens

Versões: Antonio Gamoneda


Não chores, pois ainda tens
o vento e a distância.

O amor é o vento. Sem solução,
o abismo surge no teu olhar.

É certo que me turvas a garganta
com o teu pranto e a tua mão distante.

Não chores ainda: do ar bebes
o aroma da tristeza nas minha mãos.


Antonio Gamoneda, poema sem título retirado de Primeros Poemas - La tierra y los labios (1947-1953)inserido em Edad (Poesia 1947-1986), edição de Miguel Casado, Madrid: Catedra, 6ª edição revista, 2006, p. 78.

Versões: Antonio Gamoneda


Amor

A minha maneira de te amar é simples:
aperto-te contra mim
como se existisse um pouco de justiça no meu coração
e eu ta pudesse dar com o corpo.

Quando mexo nos teus cabelos
algo de belo se forma entre as minhas mãos.

E quase não sei mais nada. E só quero
estar contigo em paz e em paz
com um dever desconhecido
que às vezes pesa também no meu coração.


Antonio Gamoneda, «Amor» retirado de Blues Castellano (1961-1966), inserido em Edad (Poesia 1947-1986), edição de Miguel Casado, Madrid: Catedra, 6ª edição revista, 2006, p. 192.