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Mark Hollis (1955-2019)




Os Talk Talk nunca foram muito cá de casa. Mas o álbum a solo (Mark Hollis, Polydor, 1998), sim. E é um álbum, deuses!, do catano.

Chris Cornell (1964-2017)




Como comecei no grunge, os Soundgarden sempre foram muito cá de casa. Sempre gostei muito das guitarras. E depois há a voz de Chris Cornell, que entre os meus amigos era motivo de discórdia e um dos principais motivos para não gostarem de Soundgarden.

Em Memória


A vida prega-nos muitas e nefastas surpresas. A morte que quase diria prematura, porque aos 70 anos não se é velho, de mais um amigo, castigado por uma cruel doença, não é coisa boa. Não andei com ele na escola, não fui às sortes com ele, nem dele fui companheiro na empresa onde trabalhou largos anos. Mas fui e sou seu amigo. Habituei-me a gostar dele por várias razões. É público que navegávamos nas mesmas águas políticas e estivemos do mesmo lado em muitas causas. De facto o Manuel foi um Homem de causas. Daquelas que só os grandes Homens são capazes de defender. Primeiro no Sindicato dos Têxteis, quando seria mais cómodo ficar sentado na cadeira de escritório que ocupava, veio para rua com os seus colegas de trabalho reivindicando melhor salário e melhores condições de trabalho. No desporto, na qualidade de treinador, ficará para memória futura a célebre vitória da Equipa dos Amieiros Verdes do campeonato FNAT, ante a congénere de Figueira Castelo Rodrigo. Já antes como hoquista eternizou-se a par de outros nas melhores equipas de hóquei que o saudoso Campo das Festas viu. Impulsionador e dinamizador do CAT (Centro de Alegria no Trabalho). Co-Fundador da Cooperativa de Consumo Oito de Janeiro (Coopoito). Pioneiro da fundação do Partido Socialista em Manteigas. Presidente da Associação Desportiva de Manteigas. Director do Notícias de Manteigas, entre muitos outros cargos e tarefas que ocupou durante a sua vida. Comentávamos amiúde as crónicas de Henrique Monteiro, de Miguel Sousa Tavares e outros que ainda hoje escrevem no jornal Expresso. Com ele aprendi muitas coisas. Homem de grande verticalidade esteve sempre onde quis estar, nunca ninguém o empurrou. Fica-me uma frase que de quando em vez me avivava: "Aos favores dos ricos prefiro o respeito dos pobres". Até Sempre Manuel.


Rui Carvalho

Rudy Van Gelder (1924-2016)




Quando compro cds de jazz, procuro sempre aqueles que dizem Rudy Van Gelder Edition, pois sempre soube que estaria a comprar qualidade. Há o jazz antes e depois de Van Gelder. Hoje poderíamos ouvir o que ouvimos sem a produção de Van Gelder. Mas não seria a mesma coisa.

Alan Rickman (1946-2016)



Assalto ao Arranha-Céus sem Hans Gruber, ou Robin dos Bosques: Príncipe dos Ladrões sem o Sheriff de Nottingham, ou estes sem Alan Rickman, não seria a mesma coisa.