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Um passeio matinal pelo parque aqui da alameda. Gente que corre, caminha, senta, lê. Pertenço aos últimos dois grupos: sento e leio. Após uma hora de leitura levanto os olhos do livro e observo a vida à minha volta. Gente que corre, caminha, senta, lê. Tudo na mesma, por sinal. Mas eis que alguém faz pose para a foto. Observo. Uma rapariga jovem é quem faz a pose. Um dado curioso: está de t-shirt (acaba de correr com ela vestida) mas tira-a para a foto: fica só com um top minúsculo, umbigo à mostra e faixa-de-gaja. Faz pose: perna assim, cabelo assado, mais aquele pormenor da perna ligeiramente flectida. Ah! e há ainda o i-pod agarrado ao braço, que antes estava por cima da t-shirt despida mas que tem de ficar na foto, pois claro. E mais pose e agora uma a fazer que caminhas e olha esta com os patos tão fofinhos e aquela ali com o cabelo ao vento que não sopra.

3 comentários:

bea disse...

:))

Pedro Góis Nogueira disse...

Folgo em ler-te as crónicas e/ou apontamentos diários passadas no Lumiar. Vivi aí seis anos, mais acima, na Alta de Lisboa, mas ia ao Parque (das Conchas) praticamente todos os dias. Pela descrição creio que deves viver acima da pastelaria "O Trenó" - uma maravilha quando te pões a escrever sobre as marquises... - onde eu tantas vezes bebia o café e comia o croissant com queijo da praxe. Enfim, da área metropolitana de Lisboa, onde já vivi, bateste o Cacém (estive lá três longos meses...) e creio que Caxias (viver não vivi mais que uns dias mas é a casa da minha irmã). Só te falta - se a vida der essas voltas e se tu quiseres que a vida dê essas voltas - mesmo Campo de Ourique :)

manuel a. domingos disse...

Boas, Pedro.

Estou a dar aulas na escola da Alta de Lisboa. E sim, acertaste, habito um quarto junto ao Trenó.

Cacém foram seis meses; na Abóbada (Tires) foram três; Caxias foi um ano lectivo.

E de Lisboa ainda me falta muito. Se Campo de Ourique for a seguir: siga a dança.

Abraço