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Há algo estranho no seguinte: sempre que o comboio sai atrasado de Coimbra, chego mais cedo ao quarto que me espera em Lisboa. Não deixa de ser um dado curioso, este. E depois há o metro que chega a horas, excepto, talvez, no Saldanha, onde tenho que esperar, pelo menos, dez minutos por ele. E há, ainda, a música de Amina Alaoui nos meus ouvidos, a sua voz, o árabe que não percebo mas que me comove quase às lágrimas.

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