Depois de ler a imortal literatura do mundo (1)
Pensamento do dia
Fiona Apple - Sleep to Dream
Do esoterismo
Há a luz. Antes dela há a fonte da luz. Que também é luz.
Da ignorância
Do aforismo
Do pensamento
Terrível é o homem que pensa que, na realidade, pensa.
Sábado
Pensamento do dia
A Certain Ratio - Forced Laugh
Trama
Afinal...
Ah...
Pensamento do dia
Bob Dylan - Like a Rolling Stone
Silly Season
Passei o dia
Passei o dia
com o meu amor,
fomos ver montras
e passear os corpos
ao calor de julho.
De mão dada pela rua,
a humanidade é boa,
o Céline que se lixe!
Zapping
Lí por aí
Calor (5)
Passeio
Calor (4)
Pensamento do dia
Mão Morta - Anarquista Duval
Mau jeito
Filosofia
Da Noruega
33 foi a conta que Deus também fez
Louis-Ferndinand Céline
em Viagem ao Fim da Noite, tradução de Aníbal Fernandes, Lisboa: Ulisseia, 2010, pp. 194-195.
Pensamento do dia
Tédio Boys - NhaNhaNha
Foi porreira a festa, pá!
Um poema de Hugo Milhanas Machado
O leitor diria a última ceia
Desacredito das grandes coisas da vida
o amor deus a mesa posta algum
grito se a mesa vazia dia sobre dia
e até a morte a morte
coisa nobre com que o corpo não perde aposta
se a mesa vazia dia sobre dia
e a noite cada noite a mesa vazia
a morte coisa nobre não é mais morte
andam a fazer da morte amparo da vida
e eu poeta que desacredito ora das grandes coisas da vida
e o amor onde o deixei?
se a mesa vazia e ninguém vem.
em Clave do Mundo, s.l.: Sombra do Amor, 1ª edição (nº. 74 de 125 exemplares numerados e assinados pelo autor), 2007, p. 91.
Yukio Mishima
Sítio #6
Henrique
Tarde
Estranhas Criaturas - Henrique Manuel Bento Fialho
Doutor Avalanche - Rui Manuel Amaral
Contra factos não há argumentos
Este blogue é, cada vez mais, uma blague.
Pensamento do dia
Arab Strap - Hello Daylight
I don't give a blue fuck
Toranja: não o grupo, mas a fruta
Uma vez, em Sevilha, apanhei 45ºC à sombra. Foi um dos dias mais quentes da minha vida. E nem vou comentar a noite. Hoje o dia também está quente. Não me atrevo a sair de casa enquanto o sol estiver a pique. Por agora vou cortar uma toranja e comer-lhe os gomos. Sim, é isso que vou fazer.
Um poema Chinês de 1200-700 antes da Era Actual
Ah Pequeninas Estrelas
Ah pequeninas estrelas!
Nascente – Escorpião, e a Hidra.
Furtivas na sombra passamos
Manhã e noite o Palácio
Não somos todas iguais.
Ah, bruxuleiam estrelas!
Orion e mais as Plêiades.
Modestas passamos sombra
Levamos pano e camisas
Visto a condição diferente.
Calor (3)
Saí para ir tomar café. Voltei a entrar.
Sulscrito 3 - Antologia da Indiferença
Colaboram no n.º3 da revista Sulscrito: Adão Contreiras, Amadeu Baptista, Casimiro de Brito, Dinis H. G. Nunes, Eduardo Graça, Eduardo Montepuez, Fernando Cabrita, Gabriela Rocha Martins, Gisela Ramos Rosa, Henrique Manuel Bento Fialho, Inês Ramos, João Bentes, José Bivar, José Carlos Barros, José Félix, Manuel Almeida e Sousa, Manuel Madeira, Manuel Neto dos Santos, Maria do Sameiro Barroso, Maria Luísa Francisco, Miguel Godinho, Nuno Dempster, Pedro Jubilot, Rui Almeida, Rui Costa, Rui Dias Simão, Vítor Cardeira, Xavier Zarco. A edição é da 4águas e a direcção editorial coube ao Fernando Esteves Pinto.
Dia bom
Um poema Turcomano ou Mongol do séc. XIII
Peguemos em arco e escudo.
Seja virtude nossa: tamga.
Hurrah! «O lobo, gris-azulado»
As lanças darão floresta.
Onagro, de caça faz os terrenos
E mares e rios… Um estandarte
O sol. E o céu – acampamento.
em Poemas Anónimos – Turcos, Mongóis, Chineses e Incertos, por Gil de Carvalho, Lisboa: Assírio & Alvim, colecção Gato Maltês - 55, 1ª edição, 2004, p. 21.
Espinha
A noite
O suficiente
PAULO NOZOLINO DEVOLVE PRÉMIO AICA/MC
Recuso na sua totalidade o Prémio AICA/MC 2009 em repúdio pelo comportamento obsceno e de má fé que caracteriza a actuação do Estado português na efectiva atribuição do valor monetário do mesmo. O Estado, representado na figura do Ministério da Cultura (DGARTES), em vez de premiar um artista reconhecido por um júri idóneo pune-o! Ao abrigo de “um parecer” obscuro do Ministério das Finanças, todos os prémios de teor literário, artístico e científico não sujeitos a concurso são taxados em 10% em sede de IRS, ao contrário do que acontece com todos os prémios do mesmo cariz abertos a candidaturas.
A saber: Quem concorre para ganhar um prémio está isento de impostos pelo Código de IRS. Quem, sem pedir, é premiado tem que dividir o seu valor com o Estado!
Na cerimónia de atribuição do Prémio foi-me entregue um envelope não com o esperado cheque de dez mil euros, como anunciado publicamente, mas sim com uma promessa de transferência bancária dessa mesma soma, assinada por Jorge Barreto Xavier, Director Geral das Artes. No dia seguinte, depois do espectáculo, das luzes e do social, recebo um e-mail exigindo-me que fornecesse, para que essa transferência fosse efectuada, certidões actualizadas da minha situação contributiva e tributária, bem como o preenchimento de uma nota de honorários, onde me aplicam a mencionada taxa de 10%, cuja existência é justificada pelo Director Geral das Artes como decorrendo de um pedido efectuado por aquela entidade à Direcção-Geral dos Impostos para emitir “um parecer no sentido de que, regra geral, o valor destes prémios fosse sujeito a IRS”.
Tomo o pedido de apresentação das certidões como uma acusação da parte do Estado de que não tenho a minha situação fiscal em dia e considero esse pedido uma atitude de má fé. A nota de honorários implica que prestei serviços à DGARTES. Não é verdade. Nunca poderia assinar tal documento.
Se tivesse sido informado do presente envenenado em que tudo isto consiste não teria aceite passar por esta charada.
Nunca, em todos os prémios que recebi, privados ou públicos, no país ou no estrangeiro, senti esta desconfiança e mesquinhez. É a primeira vez que sinto a burocracia e a avidez da parte de quem pretende premiar Arte. Não vou permitir ser aproveitado por um Ministério da Cultura ao qual nunca pedi nada. Recuso a penhora do meu nome e obra com estas perversas condições. Devolvo o diploma à AICA, rejeito o dinheiro do Estado e exijo não constar do historial deste prémio.
Paulo Nozolino
1 de Julho de 2010
Ute Lemper e Charles Bukowski

Calor (2)
Louis-Ferdinand Céline
Indignar-me é o meu signo diário (15)
A proposta de corte de 20 por cento nas verbas destinadas à Culturguarda, empresa municipal que gere o TMG, foi apresentada pelo presidente da Junta de Freguesia de Aldeia Viçosa, Baltazar Lopes, tendo o grupo do PSD acrescentado à proposta que essas verbas revertam para as juntas de freguesia do concelho. Face ao teor que a proposta assumiu a mesma foi aprovada por larga maioria, incluindo a quase totalidade dos presidentes de juntas de freguesia, que por inerência integram a assembleia.
A polémica estalou quando o director do TMG, Américo Rodrigues, revelou que a proposta do autarca de Aldeia Viçosa não passa de uma retaliação face a uma posição por si assumida no seu blogue «Café Mondego», onde denuncia uma atitude torpe e indigna do edil que impossibilitou, com roncos de vuvuzela a realização de um concerto de música erudita na sua freguesia.
Em novo post editado ontem, dia 29 de Junho, no seu blogue pessoal, Américo Rodrigues denunciou a atitude revanchista do autarca:
«No domingo publiquei uma denúncia acerca do comportamento do presidente da junta de Aldeia Viçosa que, perante várias testemunhas e uma patrulha da GNR, boicotou um concerto clássico promovido pela Fundação Trepadeira Azul, ameaçando, berrando e tocando vuvuzelas. O comportamento daquele edil foi inaceitável e indigno de um representante do poder local.(…)
Hoje, o mesmo presidente da junta propôs à Assembleia Municipal que se cortasse em 20% o apoio da Câmara ao Teatro Municipal da Guarda. O voto foi aprovado. Convém dizer que sou o director do TMG. O alvo sou eu e o que significo. Ou seja, o tipo que criticou e denunciou o inaceitável comportamento de um autarca tocador de vuvuzelas.»
A situação gerou uma avalanche de reacções de indignação face à proposta de corte orçamental na fatia destinada pela Câmara à cultura, que coloca em causa a programação do TMG, instituição da Guarda que tem merecido elogios a nível nacional e internacional pela qualidade do seu desempenho. Américo Rodrigues indica mesmo que espera por uma definição clara da situação por parte do executivo municipal para tomar decisões de fundo.
Capeia Arraiana soube que o voto da assembleia é apenas indicativo, não vinculando a acção futura da Câmara.
Retirado do blogue Capeia Arraiana.
O textos de Américo Rodrigues podem ser lidos aqui, aqui e aqui.













