We Are Scientists - It's a hit
27.2.09
(...)
26.2.09
Lí por aí
«Agradeçamos ao Senhor ter concedido a Nicole Kidman o dom da maternidade na altura em que O Leitor deveria começar a ser filmado. Sem ela não teríamos Kate Winslet. E o mundo seria um pior lugar para se viver.»
A Noite e o Riso - um estudo (15)
Entretanto, vinha
o relâmpago
na direcção do meu
destino:
parecia condenado
ao sobressalto.
Assim foi
a primeira vez
que me acertou.
Estive depois
ausente do tempo.
21.2.09
Aviso e Sugestão
20.2.09
19.2.09
Indignar-me é o meu signo diário
Ministério Público proíbe sátira ao Magalhães no Carnaval de Torres Vedras
O presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Carlos Miguel, foi surpreendido ao início da tarde com um fax do Ministério Público no qual era dado um prazo à autarquia para retirar o conteúdo sobre o computador Magalhães, que fazia parte do "Monumento", onde apareciam mulheres nuas. “Achamos que pela primeira vez após o 25 de Abril temos um acto de censura aos conteúdos do Carnaval de Torres”, lamentou o responsável, em declarações à Antena 1.
“Fomos surpreendidos agora cerca da uma hora com um fax do Ministério Público assinado pela senhora delegada do 1º juízo, a qual nos dá um prazo até às 15h30 para retirar o conteúdo do computador Magalhães”, explicou o autarca, citado pela mesma fonte. Carlos Miguel acrescentou que “o que existe é uma sátira ao computador Magalhães com um autocolante que se pressupõe que seja o ecrã”, pelo que não entende o pedido para o retirarem do Carnaval e entregaram mais tarde ao tribunal judicial.
O Carnaval de Torres Vedras, um dos mais antigos e que atrai mais visitantes e turistas em Portugal, é célebre pela sátira social e política que representa nos carros alegóricos. O corso nocturno, concurso de mascarados e muita música são algumas das ofertas originais desta festa que continua a ser o cartão-de-visita do concelho.
O Magalhães, que faz parte da iniciativa e-escolinha, é um computador portátil que está a ser disponibilizado, ainda que com atrasos significativos, aos alunos do primeiro ao sexto ano por um custo que varia entre os zero e os 50 euros. O acesso à Internet é uma possibilidade para os compradores deste produto.
via Público
18.2.09
Grito
17.2.09
(...)
A Noite e o Riso - um estudo (13)
O meu viver
à espreita
duma fenda:
atabafado.
A própria busca
requeria resistir
às vozes,
com a tenacidade
dum rafeiro.
16.2.09
A Noite e o Riso - um estudo (12)
Nos tempos
em que não sabia
o que era, houve noites
de remoer
possuídas
por um susto.
E nelas
ia gerando a revolta,
outros surtos.
Casas sem sentido
O sentido não engana: não existe!
Poesia e lama trocam as voltas
às camas vazias do quarto crescente.
faz de conta, faz-se tarde
para te saber no desastre quando
dizíamos adeus à pele
só para os mais mortos agarrados
à pele. Serviam-se uns dos outros.
Zonas demarcadas de nada, uma porta
escancarada à margem sul do coração.
Fim-de-semana
*
Sábado de manhã e passo pelo Chiado. Surpresa: há livros que se vendem. Conhecer o Paulo da Costa Domingos. Trocamos algumas palavras. Compro um livro: Nuez, com poemas de Rui Baião e fotografias de Paulo Nozolino. Tenho vontade de comprar mais, mas a carteira anda um pouco vazia e tenho a residencial para pagar. Depois passo pelo “stand” da Hiena e fico com os olhos numa série de livros, principalmente dois de Céline. Mas lembro-me da residencial para pagar.
*
A exposição de Paulo Nozolino na Quadrado Azul é a próxima paragem. Bone Lonely é uma espécie de murro no estômago. Peço desculpa pela fraca imagem, mas o meu léxico sobre arte é muito pobre.
*
Há ainda tu pelas ruas. Como num poema de Ruy Belo.
*
O resto do fim-de-semana fica só para mim.
13.2.09
Hoje, nas Correntes d' Escritas

Árctico Xavier Queipo (Livrododia Editores) - às 12h30
A Cabeça de Fernando Pessoa de Luís Filipe Cristóvão (Ardósia / Col. Pasárgada) - às 17 horas
Nota: para o bem ou para o mal, a tradução de Árctico de Xavier Queipo, para a Livrododia, é minha.
12.2.09
A Noite e o Riso - um estudo (11)
De começo,
tinha as algibeiras cheias
de possível
para as revoluções
completas.
Chegada a minha vez,
percebi o ainda.
11.2.09
Ham on Rye - Charles Bukowski
Ham on Rye é aclamado por todos como o melhor romance de Charles Bukowski (1920-1994). Todo o romance decorre durante os anos da grande depressão (infância/juventude de Chinaski) e início da Segunda Grande Guerra Mundial. Publicado quando Bukowski tinha 62 anos, muitos contestam a sua “veracidade”, pois o romance relata a infância e a juventude de Henry Chinaski (alter-ego de Bukowski), e muito poderia ser omitido devido à idade avançada do autor. Mas, realmente, isso interessa?Todo o romance é passado em Los Angeles e todos os episódios da vida de Chinaski são contados de uma forma linear, sem qualquer aparatos ou artifícios. Um dos temas principais de todo o livro é a relação volátil que Henry Chinaski mantém com o pai, um ser bruto, cobarde e com a mania das grandezas. Essa relação conflituosa pode servir de explicação para a relação, também ela conflituosa, que Chinaski mantém com a sociedade em geral. Chinaski só confia numa pessoa: em Chinaski. Todos os outros são vistos como seres desprezíveis. Qual a razão para este afastamento? Nada mais simples: um pai tirano e um caso de “acne vulgaris” – descrito num dos capítulos com um grafismo impressionante capaz de revolver o estômago a qualquer um. Chinaski desenvolve, assim, um sentido claro de auto-consciência, compreendendo muito bem o seu lugar no mundo. No entanto, não há em Ham on Rye qualquer tipo de reflexão sentimental ou saudade pelos tempos idos. Antes pelo contrário: Ham on Rye é o relato cru da vida de um jovem que pretende ser um escritor e que, pouco a pouco, se vai afastando da família e dos amigos. Começa aqui a incessante procura de liberdade por parte de Chinaski. E é essa procura por liberdade que dá o tom ao romance, que o determina. Chinaski surge-nos como um anti-herói ou um herói absurdo, que se passeia pelas margens de uma sociedade que o oprime e o impossibilita de alcançar a tão ansiada liberdade. E é através da voz crua de Henry Chinaski que o leitor fica a conhecer as ideias (e não os ideais, entenda-se), os valores e as lutas do escritor Charles Bukowski.
O livro ainda não está traduzido em Portugal. É pena.
A Noite e o Riso - um estudo (10)
Cheguei esquecido.
Tratei de prosseguir
como se não tivesse
percebido.
Arco-da-velha
Dom
10.2.09
Pensamento do dia
Nota: é claro que a parte do sexo não é bem verdade, mas que o Governo me fode todos os dias, lá isso fode.
Lí por aí
Isto hoje são só questões e problemas
Um problema de espaço
Uma vez disse aqui que, para mim, o mais importante é a questão do espaço, em vez da questão do tempo, embora esta última comece a preocupar-me cada vez mais. Pela fotografia que aqui se reproduz, justifica-se a minha preocupação em relação à questão do espaço. E a fotografia só revela parte do problema, pois à direita existe uma prateleira repleta de livros e à esquerda um roupeiro que no topo tem livros quase até ao tecto – e não estou a exagerar. A necessidade de encontrar espaço, de resolver o problema, começa a ser uma realidade, enquanto antes tal não se verificava. Gosto de estar rodeado de livros, mas prefiro-os organizados em prateleiras – de preferência por géneros. E tal não é possível no actual estado das coisas.
9.2.09
Se
6.2.09
(...)
Privado - Fernando Esteves Pinto
Lí por aí
5.2.09
(...)
4.2.09
(...)
Não se ofenda, caro leitor, se um dia o mandar à merda. Alguma vez irá acontecer. Mas não é hoje, escusa de estar preocupado. E quando um dia acontecer, o caro leitor não dará por nada: é que eu não costumo mandar à merda em voz alta: prefiro fazê-lo baixinho, para ninguém me ouvir.
Lí por aí
3.2.09
(...)
*repara que eu quase nunca utilizo pontos de exclamação






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