Pouco há para dizer num dia de domingo. E a morte de alguém que admiramos, apesar de trágica, nada acrescenta. A máquina já lavou, a roupa repousa no estendal. A televisão está desligada. Não me interessam as notícias do mundo lá fora. Aqui, é a música que marca o passar do tempo. O relógio arrumei-o na gaveta. Que mais posso fazer? Pensar? Não gosto da interrogação que, apesar de tudo, não atrasa o óbvio, a única certeza.
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