Para aqueles que se deixam flutuar a bordo dos barcos ou envelhecem conduzindo cavalos, todos os dias são viagem e a sua casa é o espaço sem fim.
Matsuo Bashô
No relato de uma viagem fica sempre muito por dizer. No recontar, aquele que viaja procura que o leitor viaje com ele, mas esquece que os lugares que visitou não são já os mesmo que o leitor visitará, mesmo que o seu relato seja objectivo e claro. Na verdade, não há razão (ou razões) para que o relato seja objectivo e claro. Viajar nunca pode ser algo objectivo e claro. Antes de partir não li Teoria da Viagem de Michel Onfray. Não quis condicionantes no meu deambular, interferências, questões: «Em que momento começa realmente a viagem?». Euskadi era o objectivo: Bilbao, Donostia, Gasteiz – do lado de cá dos Pirinéus; Baiona, Biarritz e Pau – do lado de lá. No total 2188 km (ida e volta). Sete dias e seis noites.
1 comentário(s):
Tem graça, estas férias estive em Donostia, Biarritz e Baiona e estive mesmo para ir a Gasteiz mas já não deu. Achei graça à coincidência!
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