A partida aconteceu por volta das oito e meia da manhã. Estava um dia claro e anunciava-se quente. O plano (há sempre um plano numa viagem) era chegar a Bilbao às quatro da tarde. Não havia pressa. Houve as paragens necessárias para esticar as pernas. Até que a catedral de Burgos se anunciou desde a “autovia”. Paragem para comer alguma coisa e passear à beira rio. Tempo quente. Passadas duas horas a viagem prosseguiu. De Bilbao levava a ideia preconcebida de que só o Guggenhein interessava e de que não havia mais nada de interessante para ver. É o que dá conversar com alguém antes de uma partida e anunciar-lhe o destino da viagem. O viajante deve manter para si o(s) destino(s) das suas deambulações. Só assim pode fruir livremente a sua viagem, pois a viagem tem de ser realmente sua e não a viagem dos outros.
1 comentário(s):
E nao foste ao estadio ver el millor club del mon? A seguir ao FCPë, claro. :)
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