12.8.09

Hora de café


Este post está a ser escrito no momento exacto em que tomo a bica no café do costume. Há algum movimento na rua, mais do que nos outros dias. Os emigrantes que regressam ajudam um pouco na revitalização do centro da vila. Eles e mais alguns que estão em trânsito, de passagem para outros lugares. Está um calor intolerável. Um amigo diz que hoje no pomar dele apanha 45 graus enquanto apanhava a fruta. Não imagino 45 graus. Ou melhor: imagino. Uma vez em Sevilha foram abertas as portas do inferno (uma frase feita, eu sei). Era um muito calor. Lembro-me que dormi muito mal. Melhor. Não dormi. Chegou agora um amigo e também trouxe o seu portátil. Gosto do nome portátil. O meu portátil. Fica sempre bem dizer que se tem um portátil e que o portátil é meu. O meu portátil. Gosto dele. Não estou apaixonado por ele. Mas gosto muito dele. Como podem ver o meu cérebro começa a ficar afectado com tanto calor. É claro que não é só o calor que o afecta. Ou melhor: ele já é afectado por natureza. O meu amigo está a tentar aceder à rede. Acho que já conseguiu. Bem. Vou pedir mais um café com gelo. Sabe sempre bem um café com gelo em dias de calor.

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