Gostava de envelhecer bem como o David Gilmour.
Um desejo
Duas pequenas notas e não volto mais a estes assuntos (10)
2. Alberto João Jardim voltou a abrir a boca para dizer das suas. Existem muitos que defendem Alberto João Jardim e dão como exemplo a obra feita na ilha que governa. Gostava de saber como estão as contas públicas na Madeira. Será que não há défice? Será que Alberto João Jardim gere de forma correcta o Orçamento e os dinheiros dos contribuintes do continente? Lembro, há algum tempo atrás, aqueles que defendiam a obra feita de Santana Lopes na Câmara Municipal da Figueira da Foz. Afinal, veio verificar-se que a obra feita era, essencialmente, um enorme buraco financeiro. Parece que essa também foi a obra feita na Câmara Municipal de Lisboa e no Governo.
Depois de Amanhã: Frábrica Braço de Prata - Lisboa
Adília Lopes
Os olhos de Adília Lopes humedeceram-se. Fosse qual fosse a noite solitária em que escreveu o poema, estava longe de imaginar que, tanto tempo depois, a sua alma gémea se apresentasse à sua frente, compreendendo-a tão profundamente. Foi então que Adília Lopes falou. Disse o seguinte: “Pois. Bom, comigo, o que se passa é que eu tenho gatos. E tenho também baratas, na cozinha. E os gatos gostam de ir lá brincar com elas.” E depois exemplificou, com as mãos, o gesto que os gatos faziam com as patinhas.»
Atenção
A Terceira Noite mudou de casa. Passa a estar aqui.
Arturo Bandini
Ainda por aqui vou andar
No outro dia, o Lourenço disse que andava também a ficar farto disto, que andava a ler demasiados blogues e poucos livros. Começo a sentir o mesmo. Muitos livros para ler. Mas depois também uma vontade enorme de os partilhar com alguém. Aqui, encontrei esse lugar. Sempre considerei os blogues como lugares de partilha. É claro que há quem os entenda como um lugar de auto-promoção – que também são –, outros como um lugar onde descarregar o fel – principalmente anónimos cobardes (cá para mim têm a pila pequena). Eu ainda os vejo como lugares de partilha. Sim, também eu ando a ler demasiados blogues e poucos livros. Mas, a bem da verdade, já descobri muitos livros (que li) através dos blogues. Por isso, ainda vou por aqui andar, para o bem e para o mal, durante mais algum tempo.
Do Japão com amor
Este não vou ter medo de comprar. É uma óptima notícia a reedição da Assírio&Alvim de mais um livro de Mishima. Espero que continuem e que a próxima reedição seja Confissões de uma Máscara. E sei que é pedir muito, mas a Presença podia reeditar a tetralogia Mar da Fertilidade. Não era má ideia, não senhor.
(...)
Essa vontade de ir e não voltar
Ora aí está um livro que tenho medo de comprar. Porquê? Porque ainda faço as malas e parto de vez. Quando li o Canto Nómada fiquei viciado em Bruce Chatwin. Depois veio Na Patagónia e nem vos digo nada. Agora passo pelo corredor e está um aluno com uma t-shirt que diz "Patagónia". Comecei a fazer caminhadas aos fins-de-semana. Tenho botas xpto e mochila e todas as coisas que são precisas. Até tenho moleskines. Falta-me o principal: a coragem.
Indignar-me é o meu signo diário (3)
E agora para algo completamente desnecessário
Da poesia (17)
Amanhã: FNAC de Coimbra às 21h30m
Norman Mailer
M o l e z a
Lí por aí
«Leio, com algum atraso (é de quarta-feira passada), o divertido e acutilante artigo de Baptista-Bastos, Os Infiltrados do PS, em que noticia a inquietação do deputado socialista Strecht Monteiro por causa de indeterminados infiltrados da direita no seu partido. E eu que julgava que os "infiltrados" - a havê-los...- seriam de esquerda!»
Coisas que acontecem de manhã
Como disse anteriormente: hoje não tenho grande coisa para dizer
Não é muito importante, mas o meu jantar foi frango assado.
Amanhã: Café Concerto do TMG às 18h
Eu sei que não é só hoje
Hoje não tenho grande coisa para dizer.
Deste lado da amizade
Em dois mil e quatro conheci pessoalmente o Henrique no lançamento do livro Gastar Palavras de Paulo Kellerman. Na altura já tinha o Insónia, mas eu já o lia desde o tempo dos Universos Desfeitos. Nessa altura eu tinha um blogue chamado Limites de Luz que depois se extinguiu e deu origem ao meia-noite todo o dia. Trocámos algumas palavras e aperto de mão afectuoso. Depois cada um seguiu o seu caminho, até que nos cruzamos outra vez no lançamento das suas Estórias Domésticas em Leiria. Nova troca de palavras. E no ano passado sou colocado na Benedita, que fica perto das Caldas da Rainha. Estive várias vezes com ele. Conheci a Ana, a Matilde e a Beatriz. O sótão onde o Henrique lê, pensa, escreve, pensa, lê, ouve música, pensa, pensa, pensa. E este é talvez o seu maior crime: pensa. E como ser que pensa causa desconforto a alguns burgessos que ainda se sentem ameaçados por seres pensantes, por seres que tentam com todas as suas forças recusar a canga que nos põe todos os dias ao pescoço. O Henrique é uma dessas pessoas. Deste lado da amizade eu só posso respeitar a decisão do Henrique em terminar com o Insónia. Respeitar e compreender. Que outra coisa posso fazer? Deste lado da amizade um forte abraço, amigo.
Eco
A minha amiga Maria João tem casa nova.
Bern Porter - The Last Acts of Saint Fuck You
Bern Porter - The Last Acts of Saint Fuck You, dito por Kenneth Goldsmith
enviado por João Camilo
A Cabeça de Fernando Pessoa - Luís Filipe Cristóvão
Quando se discutia a nova poesia portuguesa nas páginas de um jornal diário, ficamos a saber o que todos nós já sabíamos: a nova poesia portuguesa, pelos vistos, é feita, de alguns anos para cá, dos mesmos nomes. Luís Filipe Cristóvão (1979) foi um dos nomes que ficou de fora, apesar ter escritos quatro livros, todos eles de poesia, até à data da saída do referido artigo: Registo de Nascimento (2005), Pequena antologia para o corpo (2007), E como ficou chato ser moderno (2007) e Santa Cruz (2008, com fotografias de Ozías Filho).A Cabeça de Fernando Pessoa (2009) é o seu último livro e revela um poeta comprometido com a poesia, com a literatura, com Portugal e a ideia de Portugal. Dividido em sete partes (Proposição, A Cabeça de Fernando Pessoa, Travessa de André Valente, Rua Kazuo Dan, Oh as meninas, Geração Traída e Diz que a poesia anda na rua), todo o livro é uma provocação. A própria Proposição dá disso indícios, apesar de, supostamente, não ser esse o objectivo: « Nem rimanço / nem mercado / cantiga de amigo explorado / nem vilancete / nem promoção / novas tendências em expansão / uma simples releitura / da nossa história da literatura / vale apenas como proposta / não foi feito para ganhar a aposta.» (p.11).
Seguem-se os poemas que dão nome ao livro, onde o autor entra em diálogo consigo mesmo enquanto entra em diálogo com Portugal, socorrendo-se da ajuda de Alexandre O’Neill: « Portugal, questão que trago comigo mesmo. / Leio o poeta e aceno com a cabeça. / Mas devagar, para não bater nas paredes.» (p.12). É claro que o diálogo com o país que viu Luís Filipe Cristóvão nascer não é fácil. O país parece que não quer nada com o poeta, apesar da insistência deste e da ajuda das novas tecnologias: « Podíamos combinar um encontro / por telemóvel, / eu e o meu país refeito dos sustos / de tantos séculos. // Mas ele não atende.» (p.15). O facto de o país não atender à chamada do autor leva este a sentir-se desiludido e cansado com o seu país: « Cansado de todo este amor mal correspondido»(p.18). E Portugal volta a ser questão que o poeta traz consigo. Depois das caravelas, do ouro, da pimenta, do fado, o que resta? Luís Filipe Cristóvão deixa o leitor escolher entre: «Sardinhas, bacalhau e bitoque. / Iscas, cozido e douradas. / Futebol o ano inteiro. / Mar com Berlengas ao fundo. / Esta sensação católica de ser.»(p.22).
Contudo, o autor não recusa a sua portugalidade. Os poemas que compõem A Travessa de André Valente são disso prova. São nestes poemas que Luís Filipe Cristóvão tenta explicar-se, compreender-se, para melhor nos compreender a todos nós, e para isso socorre-se da figura de Bocage, que assume como uma espécie de alter-ego: « Este modo de ser / devo-o ao meu pai.» (p.26). Este conjunto de poemas são talvez os mais políticos de todo o livro, onde o autor explora muito bem a figura de Bocage para dizer “as verdades”, tal como o poeta sadino “faz” nas anedotas que dele se contam: « Hoje já não me encontram / nem pachorrento / nem cagando ao vento. // Tenho água canalizada / casa de banho / autoclismos // canetas que saíram nas rifas / papel reciclado. // Só a merda é a mesma / e escrevo-a também sentado.» (p.30).
Rua Kazuo Dan é a seguinte série de poemas. Poemas? Interroga-se o leitor. Mas estão em prosa? Onde estão os versos? Só assim temos poesia! Esta série de poemas não se entenderia se o objectivo do livro não fosse, também, provocar. Eles cortam o ritmo das séries anteriores, e talvez seja esse o seu objectivo. Uma espécie de pausa que o poeta dá ao leitor, para depois este sentir um murro no estômago quando entra na seguinte série de poemas, curiosamente intitulada Oh, as meninas.
Esta é talvez a melhor série de todo o livro, aquela em que o autor deixa as questões válidas que traz consigo próprio e observa a realidade com olhar crítico, irónico: « Oh, as meninas, / as meninas na praia, / a adormecer / sobre calhamaços / de literatura simples, / bons para almofadas» (p.36). Mais à frente o autor explica os seus primeiros versos: «Não fôssemos nós pensar / que a literatura é coisa / para homens com a barba / por fazer.» (p.36). Apesar do nome de Natália Correia ser mencionado, é a imagem de Adília Lopes que mais vezes poderá vir à memória do leitor atento. Aqui, nesta série, é a literatura que está a ser questionada, reflectida: «A literatura / ou caça baleias / ou não faz nada.»(p.37)
Chegamos, assim, à penúltima série de poemas A Geração Traída, onde o autor retoma o tom e os temas das duas primeiras séries. Luís Filipe Cristóvão concentra-se, novamente, na primeira pessoa do singular, que pode muito bem ser uma primeira pessoa do plural: «Os nossos pais eram filhos de gente pobre / que poupou no bife / para pagar a faculdade / e acabaram a levar porrada» (p.40). Novamente, existem nestes poemas uma forte conotação política, e facilmente se entende de que lado da barricada o poeta se situa, principalmente quando lemos o poema que encerra o livro: «Eu sou daqueles / a quem não agrada / o 25 de Novembro, / não gosto / de leite morno, / não me agrada / o meio-termo.»(p.47)
Para quem pensa que a nova poesia portuguesa é um marasmo de spleens e cigarros fumados até ao filtro em tascas mal frequentadas, este livro vem, exactamente, provar o contrário.
Da poesia (16)
Academia
Durante estes dias andei a ler Por Quem Os Sinos Dobram. Bukowski, no seu romance Ham on Rye, refere-se a Hemingway de uma forma bem curiosa: «that guy could really lay a sentence». E na verdade é isso que acontece. Nenhuma frase neste romance está deslocalizada. É claro que os diálogos ajudam a isso. Não são diálogos pastosos, que se arrastam. São directos, curtos. E mesmo quando o autor recorre ao monólogo interior, fá-lo com consciência da sua importância, evitando ao máximo não cansar o leitor com excessivas deambulações. Penso que Hemingway sabia bem o que era ser leitor: sabia o que “agarrava” e o que “desprendia” o leitor. E isso é muito importante em literatura – pelo menos do meu ponto de vista. Poucos são os escritores que pensam no leitor. Duvido que James Joyce tenha pensado no leitor quando escreveu Ulisses. Duvido que Lobo Antunes pense no leitor. Porquê? Porque durante algum tempo vingou a ideia de que contar uma história não interessa em literatura. E os livros eram escritos para a academia, que acenava com a cabeça em concordância ou discordância, pois é essa a sua principal função: acenar com a cabeça.
Lí por aí
Pensamento do dia
Cold War Kids - Hang Me Up To Dry
Envelhecer, será isso?
Era capaz de escrever um tratado filosófico em torno da música Time to Pretend dos MGMT. Mas não vou fazer isso. O tempo não é muito e há coisas mais importantes do que uma música que nos diz na cara aquilo que realmente somos.
Indignar-me é o meu signo diário (2)
Outra vez na corrente
Poeta no Supermercado
1.
Indignar-me é o meu signo diário.
Abrir janelas. Caminhar sobre espadas.
Parar a meio de uma página,
erguer-me da cadeira, indignar-me
é o meu signo diário.
Há países em que se espera
que o homem deixe crescer as patas
da frente, e coma erva, e leve
uma canga minhota como os bois.
E há poetas que perdoam. Desliza
o mundo, sempre estão bem com ele.
Ou não se apercebem: tanta coisa
para olhar em tão pouco tempo,
a vida tão fugaz, e tanta morte...
Mas a comida esbarra contra os dentes,
digo-vos que um dia acabareis tremendo,
teimar, correr, suar, quebrar os vidros
(indignar-me) é o meu signo diário.
2.
Um homem tem que viver.
E tu vê lá não te fiques
- um homem tem que viver
com um pé na Primavera.
Tem que viver
cheio de luz. Saber
um dia com uma saudade burra
dizer adeus a tudo isto.
Um homem (um barco) até ao fim da noite
cantará coisas, irá nadando
por dentro da sua alegria.
Cheio de luz - como um sol.
beberá na boca da amada.
Fará um filho.
Versos.
Será assaltado pelo mundo.
caminhará no meio dos desastres,
no meio de mistérios e imprecisões.
Engolirá fogo.
Palavra, um homem tem que ser
prodigioso.
Porque é arriscado ser-se um homem.
É tão difícil, é
(com a precariedade de todos os nomes)
o começo apenas.
Fernando Assis Pacheco, Cuidar dos Vivos (1968), em A Musa Irregular, Lisboa: Assírio & Alvim, 2006, p. 25-26.
Convoco: Américo Rodrigues, António Godinho, João Camilo, Sérgio Lavos, Rita Faria.
SobrEscritas: 3º Encontro de Escritores
Sábado, 21 de MarçoSala Polivalente da CCC
15h30: Mesa 1 – Livros e Leitores – Uma perspectiva: Cristina Pimentel (moderador), Arnaldo Espírito Santo, José Afonso Furtado.
17h30: Mesa 2 – Um dia feito de poesia, todos os dias: José Mário Silva (moderador), Miguel-Manso, Lauren Mendinueta.
Segunda, 23 de Março EB1 Freiria
9.30: Oficina de Língua: Árabe
Terça, 24 de Março EB 2,3 Padre Francisco Soares
10h: Oficina de Língua: Russo
Quarta, 25 de MarçoEB 1 Maxial
11.30: Oficina de Língua: Grego
Quinta, 26 de Março Esc. Internacional
10h, Oficina de Língua: Latim
Sexta, 27 de Março Livraria Livrododia
21h30: Mesa 3 - O humor anda muito melancólico ou a melancolia também tem a sua graça?Pedro Mexia e Telmo Mourinho Baptista
Sábado, 28 de Março Livraria Livrododia
16h: Mesa 4 – Os planos para a leitura e a promoção da literatura Sara Figueiredo Costa(moderador), Isabel Castanheira, Helena Vasconcelos.
(...)
Sobre o risco
Hoje: A Cabeça de Fernando Pessoa
Na Casa Fernando Pessoa, Lisboa, às 18h30m, irá decorrer a apresentação do livro A Cabeça de Fernando Pessoa de Luís Filipe Cristóvão.
Mais uma vez acorrentado
(...)
Pensamento do dia
Cake - Sheep Go to Heaven
Lí por aí
Da poesia (15)
(...)
Uma pergunta
Desde quando é que eu é eu na literatura?
Texto que confirma o post anterior
Evidência
Raramente penso aquilo que digo, mas digo sempre aquilo que penso.
Será uma falha grave?
Dark Was The Night
Andrew Bird Antony + Bryce Dessner Arcade Fire Beach House Beirut Blonde Redhead + Devastations Bon Iver Bon Iver & Aaron Dessner The Books featuring Jose Gonzalez Buck 65 Remix (featuring Sufjan Stevens and Serengeti) Cat Power and Dirty Delta Blues The Decemberists Dirty Projectors + David Byrne Kevin Drew Feist + Ben Gibbard Grizzly Bear Grizzly Bear + Feist Iron & Wine Sharon Jones & The Dap-Kings Kronos Quartet Stuart Murdoch My Brightest Diamond My Morning Jacket The National The New Pornographers Conor Oberst & Gillian Welch Riceboy Sleeps Dave Sitek (TV On The Radio) Spoon Sufjan Stevens Yeasayer Yo La Tengo
Contra o optimismo marchar, marchar (4)
Ernest Hemingway
Contra o optimismo marchar, marchar (3)
Contra o optimismo marchar, marchar (2)
Contra o optimismo marchar, marchar
Mas é só às vezes
Coloque aqui o post que lhe apetecer
(...)
Calexico e Iron & Wine

Há alguns dias descobri dois grupos que me deixaram de rastos: Calexico e Iron & Wine. O Henrique já “falou” sobre eles aqui e aqui. A música que ontem aqui coloquei dos Calexico atingiu-me de tal maneira que nem sei explicar como. A música é simples a letra também. É o crescendo que me arrasa. No vídeo que está ali em baixo não dá para sentir isso muito bem. Mas a versão “estúdio” é simplesmente bela e aterradora. Já não sentia isto desde o dia em que descobri os Tindersticks (dos dois primeiros álbuns, entenda-se). O(s) Iron & Wine a conversa é outra. A limpidez da voz, os acordes perfeitos, as letras. Tudo me transporta para um outro lugar, para uma fronteira muito difícil de definir.
Lí por aí
«aquando do referendo sobre o aborto, chegou a insinuar-se que só as mulheres deviam votar, porque os homens não têm nada a ver com isso. sobre o casamento entre pessoas de sexo não oposto, chega a parecer que é preciso ser maricas - ou bispo - para opinar. pelo menos é recorrente o incompreensível (para mim, ok) argumento do «eu até tenho amigos gays». «até», vejam lá bem como sou tolerante. é só para avisar que, se quiserem falar comigo sobre eutanásia, é favor falecerem primeiro.»
João Gaspar, em last breath
Pensamento do dia
Calexico - All Systems Red
(...)
Vou-te contar um segredo, leitor. Ando um pouco farto disto. Agora só me resta saber o que é isto para eu andar farto disto. É um grave problema, leitor, esta indefinição. Não saber é terrível. Mas isso já tu deves saber. Também te deve acontecer a ti, não é? Pois, eu sei. É lixado. E como resolver a situação? Quanto a mim não há resolução possível. Espera aí! Quem é que respondeu? Fui eu. Eu? Quem? O teu leitor. Ou esqueceste que tu és o teu primeiro leitor. Ando um pouco farto de me tratares de uma forma tão formal, principalmente quando te diriges a ti próprio. Mas eu não me dirijo a mim próprio. Que raio de conversa é essa? Que raio de conversa é essa pergunto eu? Mas se tu és eu e eu sou tu, já deves saber as respostas. O pior é que não sei. Se soubesse não te questionava sobre elas. Isto está a ficar muito confuso. Pois. Agora imagina na vida real.
Um último post antes de ir para casa
A Noite e o Riso - um estudo (16): último
É chegada a hora
de virar a folha
e mudar de letra.
O amor que se lixe
Chaminé
Só sei que metade de uma garrafa de Chaminé Tinto (colheita de 2007) já lá vai. O jantar foi ervilhas estufadas com chouriço, coentros e ovo escalfado. Agora está a dar um programa colectivo de karaoke. A música de abertura fala da importância da música na vida de alguém. A certa altura o refrão repete “múuuuuuu”, “múuuuuuu”, durante algum tempo. É costume dizer que se assobia muito para o lado neste país. Mas acho que mugir também serve.





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