We Are Scientists - It's a hit
(...)
Lí por aí
«Agradeçamos ao Senhor ter concedido a Nicole Kidman o dom da maternidade na altura em que O Leitor deveria começar a ser filmado. Sem ela não teríamos Kate Winslet. E o mundo seria um pior lugar para se viver.»
A Noite e o Riso - um estudo (15)
Entretanto, vinha
o relâmpago
na direcção do meu
destino:
parecia condenado
ao sobressalto.
Assim foi
a primeira vez
que me acertou.
Estive depois
ausente do tempo.
Uma boa notícia
João Camilo regressa às suas reflexões sobre poesia.
Lições do Maio de 68
Qualquer um pode ser eurodeputado.
Carnaval
Falar do meu carnaval será chover no molhado.
Aviso e Sugestão
A Noite e o Riso - um estudo (14)
Não sei quando
aconteceu,
mas havia
um corpo no limiar
do gesto.
Indignar-me é o meu signo diário
Ministério Público proíbe sátira ao Magalhães no Carnaval de Torres Vedras
O presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Carlos Miguel, foi surpreendido ao início da tarde com um fax do Ministério Público no qual era dado um prazo à autarquia para retirar o conteúdo sobre o computador Magalhães, que fazia parte do "Monumento", onde apareciam mulheres nuas. “Achamos que pela primeira vez após o 25 de Abril temos um acto de censura aos conteúdos do Carnaval de Torres”, lamentou o responsável, em declarações à Antena 1.
“Fomos surpreendidos agora cerca da uma hora com um fax do Ministério Público assinado pela senhora delegada do 1º juízo, a qual nos dá um prazo até às 15h30 para retirar o conteúdo do computador Magalhães”, explicou o autarca, citado pela mesma fonte. Carlos Miguel acrescentou que “o que existe é uma sátira ao computador Magalhães com um autocolante que se pressupõe que seja o ecrã”, pelo que não entende o pedido para o retirarem do Carnaval e entregaram mais tarde ao tribunal judicial.
O Carnaval de Torres Vedras, um dos mais antigos e que atrai mais visitantes e turistas em Portugal, é célebre pela sátira social e política que representa nos carros alegóricos. O corso nocturno, concurso de mascarados e muita música são algumas das ofertas originais desta festa que continua a ser o cartão-de-visita do concelho.
O Magalhães, que faz parte da iniciativa e-escolinha, é um computador portátil que está a ser disponibilizado, ainda que com atrasos significativos, aos alunos do primeiro ao sexto ano por um custo que varia entre os zero e os 50 euros. O acesso à Internet é uma possibilidade para os compradores deste produto.
via Público
Arrivismo
Sobre o arrivismo já muito se escreveu. E serviu para alguma coisa?
Grito
(...)
A Noite e o Riso - um estudo (13)
O meu viver
à espreita
duma fenda:
atabafado.
A própria busca
requeria resistir
às vozes,
com a tenacidade
dum rafeiro.
Pensamento do dia
Donnie Darko
A Noite e o Riso - um estudo (12)
Nos tempos
em que não sabia
o que era, houve noites
de remoer
possuídas
por um susto.
E nelas
ia gerando a revolta,
outros surtos.
Casas sem sentido
O sentido não engana: não existe!
Poesia e lama trocam as voltas
às camas vazias do quarto crescente.
faz de conta, faz-se tarde
para te saber no desastre quando
dizíamos adeus à pele
só para os mais mortos agarrados
à pele. Serviam-se uns dos outros.
Zonas demarcadas de nada, uma porta
escancarada à margem sul do coração.
Fim-de-semana
*
Sábado de manhã e passo pelo Chiado. Surpresa: há livros que se vendem. Conhecer o Paulo da Costa Domingos. Trocamos algumas palavras. Compro um livro: Nuez, com poemas de Rui Baião e fotografias de Paulo Nozolino. Tenho vontade de comprar mais, mas a carteira anda um pouco vazia e tenho a residencial para pagar. Depois passo pelo “stand” da Hiena e fico com os olhos numa série de livros, principalmente dois de Céline. Mas lembro-me da residencial para pagar.
*
A exposição de Paulo Nozolino na Quadrado Azul é a próxima paragem. Bone Lonely é uma espécie de murro no estômago. Peço desculpa pela fraca imagem, mas o meu léxico sobre arte é muito pobre.
*
Há ainda tu pelas ruas. Como num poema de Ruy Belo.
*
O resto do fim-de-semana fica só para mim.
Hoje, nas Correntes d' Escritas

Árctico Xavier Queipo (Livrododia Editores) - às 12h30
A Cabeça de Fernando Pessoa de Luís Filipe Cristóvão (Ardósia / Col. Pasárgada) - às 17 horas
Nota: para o bem ou para o mal, a tradução de Árctico de Xavier Queipo, para a Livrododia, é minha.
A Noite e o Riso - um estudo (11)
De começo,
tinha as algibeiras cheias
de possível
para as revoluções
completas.
Chegada a minha vez,
percebi o ainda.
Confissão (2)
Sou apenas um bêbado a quem proibiram beber.
Ham on Rye - Charles Bukowski
Ham on Rye é aclamado por todos como o melhor romance de Charles Bukowski (1920-1994). Todo o romance decorre durante os anos da grande depressão (infância/juventude de Chinaski) e início da Segunda Grande Guerra Mundial. Publicado quando Bukowski tinha 62 anos, muitos contestam a sua “veracidade”, pois o romance relata a infância e a juventude de Henry Chinaski (alter-ego de Bukowski), e muito poderia ser omitido devido à idade avançada do autor. Mas, realmente, isso interessa?Todo o romance é passado em Los Angeles e todos os episódios da vida de Chinaski são contados de uma forma linear, sem qualquer aparatos ou artifícios. Um dos temas principais de todo o livro é a relação volátil que Henry Chinaski mantém com o pai, um ser bruto, cobarde e com a mania das grandezas. Essa relação conflituosa pode servir de explicação para a relação, também ela conflituosa, que Chinaski mantém com a sociedade em geral. Chinaski só confia numa pessoa: em Chinaski. Todos os outros são vistos como seres desprezíveis. Qual a razão para este afastamento? Nada mais simples: um pai tirano e um caso de “acne vulgaris” – descrito num dos capítulos com um grafismo impressionante capaz de revolver o estômago a qualquer um. Chinaski desenvolve, assim, um sentido claro de auto-consciência, compreendendo muito bem o seu lugar no mundo. No entanto, não há em Ham on Rye qualquer tipo de reflexão sentimental ou saudade pelos tempos idos. Antes pelo contrário: Ham on Rye é o relato cru da vida de um jovem que pretende ser um escritor e que, pouco a pouco, se vai afastando da família e dos amigos. Começa aqui a incessante procura de liberdade por parte de Chinaski. E é essa procura por liberdade que dá o tom ao romance, que o determina. Chinaski surge-nos como um anti-herói ou um herói absurdo, que se passeia pelas margens de uma sociedade que o oprime e o impossibilita de alcançar a tão ansiada liberdade. E é através da voz crua de Henry Chinaski que o leitor fica a conhecer as ideias (e não os ideais, entenda-se), os valores e as lutas do escritor Charles Bukowski.
O livro ainda não está traduzido em Portugal. É pena.
Confissão
Acho o Twitter uma parvoíce.
A Noite e o Riso - um estudo (10)
Cheguei esquecido.
Tratei de prosseguir
como se não tivesse
percebido.
Arco-da-velha
Dom
Pensamento do dia
Nota: é claro que a parte do sexo não é bem verdade, mas que o Governo me fode todos os dias, lá isso fode.
Lí por aí
Isto hoje são só questões e problemas
Um problema de espaço
Uma vez disse aqui que, para mim, o mais importante é a questão do espaço, em vez da questão do tempo, embora esta última comece a preocupar-me cada vez mais. Pela fotografia que aqui se reproduz, justifica-se a minha preocupação em relação à questão do espaço. E a fotografia só revela parte do problema, pois à direita existe uma prateleira repleta de livros e à esquerda um roupeiro que no topo tem livros quase até ao tecto – e não estou a exagerar. A necessidade de encontrar espaço, de resolver o problema, começa a ser uma realidade, enquanto antes tal não se verificava. Gosto de estar rodeado de livros, mas prefiro-os organizados em prateleiras – de preferência por géneros. E tal não é possível no actual estado das coisas.
A Noite e o Riso - um estudo (9)
Numa noite
sem ter o que fazer,
senti nos dedos
a invenção.
Do nada
Se
(...)
Privado - Fernando Esteves Pinto
Lí por aí
(...)
Alfabetização de Adultos (2)
No outro dia trouxeram-me laranjas e limões. Hoje: couves.
Alfabetização de Adultos
Quem aprende sou eu.
A Cabeça de Fernando Pessoa
(...)
Não se ofenda, caro leitor, se um dia o mandar à merda. Alguma vez irá acontecer. Mas não é hoje, escusa de estar preocupado. E quando um dia acontecer, o caro leitor não dará por nada: é que eu não costumo mandar à merda em voz alta: prefiro fazê-lo baixinho, para ninguém me ouvir.
Lí por aí
Presente
Este post só serve para dizer que eu hoje estive aqui.
(...)
*repara que eu quase nunca utilizo pontos de exclamação
Pensamento do dia
A Perfect Circle - Weak and Powerless






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