Pensamento do dia


We Are Scientists - It's a hit

Nova paixão



(...)


Sem ter as pretensões literárias que agora parecem estar na moda, este blogue está transformado numa bela peça sobre nada. Nada se passa e tem que se escrever sobre esse mesmo nada. É claro que, às vezes, surgem algumas inquietações “existenciais”, que em nada contribuem para a felicidade do leitor e muito menos para a minha. Dizer que o caminho (lá vou eu falar sobre nada) se faz caminhando nunca foi uma máxima que eu seguisse. Considero que também se pode fazer o caminho confortavelmente sentado no sofá de casa sem fazer a ponta de um corno. Não fazer a ponta de um corno é algo que me atrai bastante. Mas é uma tarefa impossível. Escrever sobre nada, também. Tentar que tudo faça sentido, idem. Mas quem é que se importa com isso?

Lí por aí




«Agradeçamos ao Senhor ter concedido a Nicole Kidman o dom da maternidade na altura em que O Leitor deveria começar a ser filmado. Sem ela não teríamos Kate Winslet. E o mundo seria um pior lugar para se viver.»


Sérgio Lavos, em Auto-retrato

A Noite e o Riso - um estudo (15)


Entretanto, vinha
o relâmpago
na direcção do meu
destino:

parecia condenado
ao sobressalto.

Assim foi
a primeira vez
que me acertou.

Estive depois
ausente do tempo.

Uma boa notícia


João Camilo regressa às suas reflexões sobre poesia.

Lições do Maio de 68


Qualquer um pode ser eurodeputado.

Carnaval


Falar do meu carnaval será chover no molhado.

Aviso e Sugestão


Cheguei hoje a Manteigas depois de um mês e meio de ausência. Assim, não vou andar muito por estas bandas. No entanto, quero deixar aqui uma sugestão: este blogue. Boas leituras.

Indignar-me é o meu signo diário


Ministério Público proíbe sátira ao Magalhães no Carnaval de Torres Vedras


O presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Carlos Miguel, foi surpreendido ao início da tarde com um fax do Ministério Público no qual era dado um prazo à autarquia para retirar o conteúdo sobre o computador Magalhães, que fazia parte do "Monumento", onde apareciam mulheres nuas. “Achamos que pela primeira vez após o 25 de Abril temos um acto de censura aos conteúdos do Carnaval de Torres”, lamentou o responsável, em declarações à Antena 1.

“Fomos surpreendidos agora cerca da uma hora com um fax do Ministério Público assinado pela senhora delegada do 1º juízo, a qual nos dá um prazo até às 15h30 para retirar o conteúdo do computador Magalhães”, explicou o autarca, citado pela mesma fonte. Carlos Miguel acrescentou que “o que existe é uma sátira ao computador Magalhães com um autocolante que se pressupõe que seja o ecrã”, pelo que não entende o pedido para o retirarem do Carnaval e entregaram mais tarde ao tribunal judicial.

O Carnaval de Torres Vedras, um dos mais antigos e que atrai mais visitantes e turistas em Portugal, é célebre pela sátira social e política que representa nos carros alegóricos. O corso nocturno, concurso de mascarados e muita música são algumas das ofertas originais desta festa que continua a ser o cartão-de-visita do concelho.

O Magalhães, que faz parte da iniciativa e-escolinha, é um computador portátil que está a ser disponibilizado, ainda que com atrasos significativos, aos alunos do primeiro ao sexto ano por um custo que varia entre os zero e os 50 euros. O acesso à Internet é uma possibilidade para os compradores deste produto.

via Público

Arrivismo


Sobre o arrivismo já muito se escreveu. E serviu para alguma coisa?

Grito


Gosto de escrever textos sem pensar muito neles. Abro um documento word e começo a despejar as palavras uma a uma. Às vezes penso que o texto irá encher uma página, tal é a necessidade de gritar. Sim. Tudo aqui é uma espécie de grito. Como não posso gritar onde estou – e também não convém gritar muito na rua, pois as pessoas ainda pensam que sou maluco –, grito aqui. É claro que de pouco ou nada serve. Um grito tem mesmo que ser gritado para fazer efeito. Por isso digo que tudo aqui é uma espécie de grito. Ou uma tentativa de.

(...)


Acordei lixado. Um amigo aturou-me. E logo ele, que estava sem paciência para. Mas aguentou até ao possível e depois disse-me que estava sem paciência. Ri-me. E fiquei melhor. A conversa circulou à volta de muita coisa: da vida, da morte, da literatura, de tudo um pouco. O meu amigo às vezes parece optimista, mas sei que também deve ter os seus fantasmas. No entanto, encara tudo de uma maneira diferente. Não parte para as coisas derrotado – ao contrário de mim. É um defeito meu. Parto para tudo como um derrotado. Eu sou um derrotado. O meu pessimismo é genético. Bem como o meu egoísmo. E não me digam que é pelo facto de ser filho único: conheço muita gente com irmãos, e são piores do que eu. O Homem, no fundo, é egoísta. E na verdade só o egoísmo o pode salvar. Não me venham com tretas de que temos que ser uns para os outros. Temos que ser, cada vez mais, egoístas. Só o egoísmo nos pode salvar. Não é a poesia, nem a paz mundial, nem a descida do IVA ou das taxas de juro ou do preço dos combustíveis. É o egoísmo. Eu sou egoísta e com orgulho. E reparem que o egoísmo não é um pecado capital. A gula é. A inveja é. A luxúria é. A preguiça é. A ira é. A avareza é. A vaidade é. Mas o egoísmo, não. Também não é uma virtude, eu sei. Mas, quem te disse, leitor, que as virtudes me interessam?


A INTERRUPÇÃO PROSSEGUE DENTRO DE MOMENTOS

A Noite e o Riso - um estudo (13)


O meu viver
à espreita
duma fenda:

atabafado.

A própria busca
requeria resistir
às vozes,

com a tenacidade
dum rafeiro.

Pensamento do dia

Donnie Darko

A Noite e o Riso - um estudo (12)


Nos tempos
em que não sabia
o que era, houve noites
de remoer

possuídas
por um susto.

E nelas
ia gerando a revolta,

outros surtos.

Casas sem sentido



O sentido não engana: não existe!
Poesia e lama trocam as voltas
às camas vazias do quarto crescente.
faz de conta, faz-se tarde
para te saber no desastre quando
dizíamos adeus à pele
só para os mais mortos agarrados
à pele. Serviam-se uns dos outros.
Zonas demarcadas de nada, uma porta
escancarada à margem sul do coração.


Rui Baião (textos) e Paulo Nozolino (fotografias), Nuez, Frenesi: Lisboa, 2003, p.36.

Fim-de-semana


Um fim-de-semana na capital é sempre um fim-de-semana na capital. Tem as suas vantagens. Não são muitas. Mas tem as suas vantagens. Em primeiro lugar, a luz de Lisboa. A luz de Lisboa faz esquecer a merda do país em que vivemos, apesar da merda de 100 mil dos habitantes deste país ainda ser despejada no Tejo sem tratamento – mas parece que andam a tratar disso e foi decretado o estado de sítio no Terreiro do Paço. Mas o cheiro não interfere com a luz. A luz de Lisboa é única. Gosto de Lisboa por isso: pela luz. Em segundo lugar, as putas que falam alto mesmo por baixo da janela do quarto da residencial onde fui dormir. Discutem preços – parece que é 35 euros – e preparam-se para fazer a folha a uma que anda a levar mais barato. Ou comem todas ou não come ninguém. Em terceiro lugar, chegar ao Bairro Alto e ver que andam a limpar as fachadas das casas.

*
Sábado de manhã e passo pelo Chiado. Surpresa: há livros que se vendem. Conhecer o Paulo da Costa Domingos. Trocamos algumas palavras. Compro um livro: Nuez, com poemas de Rui Baião e fotografias de Paulo Nozolino. Tenho vontade de comprar mais, mas a carteira anda um pouco vazia e tenho a residencial para pagar. Depois passo pelo “stand” da Hiena e fico com os olhos numa série de livros, principalmente dois de Céline. Mas lembro-me da residencial para pagar.

*

A exposição de Paulo Nozolino na Quadrado Azul é a próxima paragem. Bone Lonely é uma espécie de murro no estômago. Peço desculpa pela fraca imagem, mas o meu léxico sobre arte é muito pobre.

*

Há ainda tu pelas ruas. Como num poema de Ruy Belo.

*
O resto do fim-de-semana fica só para mim.

Hoje, nas Correntes d' Escritas


Itálico
Árctico Xavier Queipo (Livrododia Editores) - às 12h30
A Cabeça de Fernando Pessoa de Luís Filipe Cristóvão (Ardósia / Col. Pasárgada) - às 17 horas

Nota: para o bem ou para o mal, a tradução de Árctico de Xavier Queipo, para a Livrododia, é minha.

A Noite e o Riso - um estudo (11)


De começo,
tinha as algibeiras cheias
de possível
para as revoluções
completas.

Chegada a minha vez,
percebi o ainda.

Confissão (2)


Sou apenas um bêbado a quem proibiram beber.

Ham on Rye - Charles Bukowski


Ham on Rye é aclamado por todos como o melhor romance de Charles Bukowski (1920-1994). Todo o romance decorre durante os anos da grande depressão (infância/juventude de Chinaski) e início da Segunda Grande Guerra Mundial. Publicado quando Bukowski tinha 62 anos, muitos contestam a sua “veracidade”, pois o romance relata a infância e a juventude de Henry Chinaski (alter-ego de Bukowski), e muito poderia ser omitido devido à idade avançada do autor. Mas, realmente, isso interessa?

Todo o romance é passado em Los Angeles e todos os episódios da vida de Chinaski são contados de uma forma linear, sem qualquer aparatos ou artifícios. Um dos temas principais de todo o livro é a relação volátil que Henry Chinaski mantém com o pai, um ser bruto, cobarde e com a mania das grandezas. Essa relação conflituosa pode servir de explicação para a relação, também ela conflituosa, que Chinaski mantém com a sociedade em geral. Chinaski só confia numa pessoa: em Chinaski. Todos os outros são vistos como seres desprezíveis. Qual a razão para este afastamento? Nada mais simples: um pai tirano e um caso de “acne vulgaris” – descrito num dos capítulos com um grafismo impressionante capaz de revolver o estômago a qualquer um. Chinaski desenvolve, assim, um sentido claro de auto-consciência, compreendendo muito bem o seu lugar no mundo. No entanto, não há em Ham on Rye qualquer tipo de reflexão sentimental ou saudade pelos tempos idos. Antes pelo contrário: Ham on Rye é o relato cru da vida de um jovem que pretende ser um escritor e que, pouco a pouco, se vai afastando da família e dos amigos. Começa aqui a incessante procura de liberdade por parte de Chinaski. E é essa procura por liberdade que dá o tom ao romance, que o determina. Chinaski surge-nos como um anti-herói ou um herói absurdo, que se passeia pelas margens de uma sociedade que o oprime e o impossibilita de alcançar a tão ansiada liberdade. E é através da voz crua de Henry Chinaski que o leitor fica a conhecer as ideias (e não os ideais, entenda-se), os valores e as lutas do escritor Charles Bukowski.

O livro ainda não está traduzido em Portugal. É pena.

Charles Bukowski, Ham on Rye, New York: Ecco, 2002.

Confissão


Acho o Twitter uma parvoíce.

A Noite e o Riso - um estudo (10)


Cheguei esquecido.

Tratei de prosseguir
como se não tivesse
percebido.

Arco-da-velha


Às vezes penso em coisas do arco-da-velha. Por exemplo: a maldade e a mesquinhez dos homens. É claro que isso não é do arco-da-velha, pois ser do arco-da-velha implica ser estranho, impossível. Ora a maldade e mesquinhez dos homens não é estranha, impossível. É real, como sabem.

Dom


«Mas o autor deve confessar que, infelizmente, não pertence a essa família espiritual para quem a criação é um dom, dom que por sua gratuitidade elimina qualquer inquietação sobre sua validade, e qualquer curiosidade sobre suas origens e suas formas de dar-se.»

João Cabral de Melo Neto, apud Carlos Mendes de Sousa, «Dar e ver o poema», em A educação pela pedra, Lisboa: Cotovia, 2006, p. 125.

Pensamento do dia



(clicar para aumentar)


Nota: é claro que a parte do sexo não é bem verdade, mas que o Governo me fode todos os dias, lá isso fode.

Lí por aí


«Quem nos conhece e nos lê tende a interpretar o que escrevemos à luz do que conhece. Isso é péssimo para quem escreve, chega mesmo a ser doloroso. Quem escreve espera do leitor que só o texto seja interpretado. Lembro-me, por exemplo, de uma ex-colega que comentou um poema meu dizendo que aquilo era mesmo eu. Fiquei bastante decepcionado. Até porque o poema falava de animais mortos na berma de uma estrada.»
Henrique Fialho, em Insónia.

Isto hoje são só questões e problemas


Trouxe cá para baixo alguns livros. Na altura andava com vontade enorme de ler ensaios. Trouxe uns poucos. Não abusei nos romances. Quanto à poesia: alguma, a suficiente. Só que agora não ando com paciência para os ensaios, nem para a poesia – ontem arrisquei A educação pela pedra e parei depois do segundo poema (dizem que é um livro muito bom, não duvido, não tenho é paciência para o ler agora) –, mas durante o fim-de-semana ainda li dois livros de Helga Moreira: Tumulto e Agora que falamos de morrer. Gostei. Mas o que quero mesmo é romance. E não tenho cá nenhum. Ou melhor: ter, até tenho, mas acontece o seguinte: comprei há algum tempo os dois últimos volumes da tetralogia O Mar da Fertilidade de Mishima (a saber: O Templo da Aurora e A Ruína do Anjo). Estão a li para os ler, mas não me faz sentido começar a lê-los se ainda não li os dois primeiros volumes (a saber: Neve de Primavera e Cavalos em Fuga). E agora? O que faço eu? Não posso reler Castelos Perigosos de Céline, pois ainda o ando a digerir e aquilo nem com Eno lá vai. Estou num impasse. Ainda pensei em pedir aos meus pais que me enviem alguns livros pelo correio. Não me importava nada de ler os Norman Mailer que estão lá em casa para ler. Ou os Albert Cossery.

Um problema de espaço


Uma vez disse aqui que, para mim, o mais importante é a questão do espaço, em vez da questão do tempo, embora esta última comece a preocupar-me cada vez mais. Pela fotografia que aqui se reproduz, justifica-se a minha preocupação em relação à questão do espaço. E a fotografia só revela parte do problema, pois à direita existe uma prateleira repleta de livros e à esquerda um roupeiro que no topo tem livros quase até ao tecto – e não estou a exagerar. A necessidade de encontrar espaço, de resolver o problema, começa a ser uma realidade, enquanto antes tal não se verificava. Gosto de estar rodeado de livros, mas prefiro-os organizados em prateleiras – de preferência por géneros. E tal não é possível no actual estado das coisas.

A Noite e o Riso - um estudo (9)


Numa noite
sem ter o que fazer,

senti nos dedos
a invenção.

Do nada


Gostava muito que este blogue fosse um blogue sobre nada. E talvez o seja.

Se


Se começasse a escrever o que realmente tenho dentro de mim, este blogue começava a cheirar muito mal.

(...)


Não vou estar com paninhos quentes, leitor. A vida é, resumindo, uma coisa muito absurda, estranha. Eu sei que não estou a dizer nenhuma novidade. Começo a repetir-me como os velhos, apesar de só ter, ainda, trinta e um anos. Mas olha que são uns trinta e um anos muito pesados, e não é pelo facto de pesar 80kg.

Privado - Fernando Esteves Pinto



Apresentação do novo livro de Fernando Esteves Pinto, editado na Editora Canto Escuro, no próximo dia 7 de Fevereiro, na Livraria Trama, em Lisboa. Privado, novela erótica de Fernando Esteves Pinto, é uma edição bilingue, traduzida pelo poeta espanhol Manuel Moya. O livro tem prefácio de Henrique Manuel Bento Fialho (ler excerto aqui.)

Lí por aí


«há dois anos, quem acreditaria nisto? os estados unidos administrados por um presidente negro, a islândia - o ex-melhor país do mundo - na falência, governada por uma homossexual; nas próximas eleições autárquicas, a grande lisboa verá pedro santana lopes de mãos dadas com as sanguessugas do pp, para tomarem de assalto a praça do município, e paulo pedroso coloca-se em posição de suceder à histórica maria emília na câmara de almada.»

Azeite, em acto isolado

Lux Interior



Lux Interior
(1946-2009)

(...)


Não leves tanto a peito, leitor, aquilo que escrevo. Tu próprio vens aqui para ler o que tenho para te dizer, que isto de escrever para mim não é verdade. Eu escrevo também para ti. E tu, com mais esforço ou menos esforço, vens ler. Por tudo isso estou-te grato. Não é qualquer um que aqui se aventura. Mas tu decidiste fazê-lo. Agora só resta saber se és corajoso. Ou cobarde.

Alfabetização de Adultos (2)


No outro dia trouxeram-me laranjas e limões. Hoje: couves.

Alfabetização de Adultos


Quem aprende sou eu.

A Cabeça de Fernando Pessoa


Luís Filipe Cristóvão
A Cabeça de Fernando Pessoa
Ardósia/Col. Pasárgada.



(...)


Não se ofenda, caro leitor, se um dia o mandar à merda. Alguma vez irá acontecer. Mas não é hoje, escusa de estar preocupado. E quando um dia acontecer, o caro leitor não dará por nada: é que eu não costumo mandar à merda em voz alta: prefiro fazê-lo baixinho, para ninguém me ouvir.

Lí por aí


«Se não servirem para mais nada, as manifestações de trabalhadores ingleses contra a contratação de operários estrangeiros, incluindo portugueses, podiam ter, ao menos, o benefício de levar certos cidadãos nacionais – os que organizam manifestações contra os pretos, ucranianos, ciganos e demais imigrantes e os que concordam com eles, mais ou menos silenciosamente - a pensar, uma vez na vida que fosse, e a perceberem que há muitos sítios no mundo onde os pretos somos nós, a suposta e superior “raça portuguesa”.»

Manuel Jorge Marmelo, em Teatro Anatómico

Presente


Este post só serve para dizer que eu hoje estive aqui.

(...)


Sim, eu sei, leitor. A minha vida nem é má de todo. Tenho um tecto sobre a minha cabeça, um salário ao fim do mês, comida na mesa, carro, namorada, livros e cds q.b.. Eu sei: a minha vida é uma santa vida. Sabes, leitor, eu quando me queixo não me queixo da vida: queixo-me antes pelo facto de não saber como levar a vida. Não sei se me faço entender. Mas são tantas as inquietações! *


*repara que eu quase nunca utilizo pontos de exclamação


ARRE PORRA!!!

Boca na Terra


(clicar na imagem para aumentar)

Pensamento do dia


A Perfect Circle - Weak and Powerless

(...)


Tenho ali um documento word em branco à espera de ser escrito. Apetecia-me escrever muita coisa. Estou demasiado cansado e, por acréscimo, pessimista. Já falei muitas vezes sobre essa coisa que é o pessimismo e não me quero estar a repetir, embora este lugar seja cada vez mais uma repetição. Mas adiante. Se tal for possível, adiante.

Rescaldo


Foi um fim tarde agradável na Gato Vadio. O Rui Lage fez uma apresentação que me deixou sem palavras, e isso notou-se, particularmente, quando foi a minha vez de falar: fiquei sem jeito, envergonhado – logo eu que sou uma fala-barato do caraças. O Rui Manuel Amaral também esteve presente, o que foi muito bom, pois tive a oportunidade de lhe agradecer pessoalmente por tudo. A todos os outros (vocês sabem quem são): muito obrigado por terem estado. Um abraço especial ao Massano, amigo de Manteigas há muito no Porto, que disse que aparecia e apareceu.