O nome das coisas
Um dia de cada vez
Começar o dia
Frente ao espelho.
Pensamento do dia
Nick Cave & The Bad Seeds - Loverman
Choque tecnológico? Não. Falta de consideração
«O seu contrato está a terminar: Alerte a escola para dar por finda a sua colocação.»
Do pessimismo
Não, ainda não é esta semana
Talvez
O pior de um simples sim ou não é um talvez.
Diagnóstico
Não sei, mas hoje deu-me
para a melancolia,
para ficar assombrado
com a realidade
das coisas.
Sei que na rua a chuva
cai, mas pouco caso
lhe faço. Não me interessa
saber se é oblíqua
ou chuvisco ou aguaceiro.
Prefiro antes olhar
para o televisor
(um dia disseram-me
que não fica bem
terminar um verso
em ão), adormecer
e depois acordar
com um beijo teu,
apesar de saber
que não estás em casa.
Afinal, o que é uma casa? (3)
Post lamechas
Do optimismo
Podia dizer bom dia. Mas ainda é cedo.
Pensamento do dia
Linda Martini - Amor Combate
Este texto
A Noite e o Riso - um estudo (4)
Nos dias sem nome
ando a treinar
para conspirador.
2º Encontro de Escritores de Torres Vedras
Pensamento do dia
Yeah, it's overwhelming but what else can we do
Get jobs in offices and wake up for the morning commute?
José Cardoso Pires
A Noite e o Riso - um estudo (3)
Casas, árvores,
gente perpassam cada lado
do meu corpo ensopado
em fúrias.
No existir humano
a fuga consiste
na recusa de algo.
Onde descansar?
Duas pequenas notas e não volto mais a estes assuntos (6)
2. As gralhas são algo que atormenta qualquer autor. Todos nós sabemos que um livro sem gralhas é como um jardim sem flores. No entanto, o perfume de “flores” em exagero é prejudicial, pois incomoda e pode ser fatal para quem, como eu, sofre de alergias. O exemplo que José Mário Silva dá é, no mínimo, caricato (e lamentável). Mas não é um caso isolado. E é pena.
E se as perguntas fossem antes estas?
Que deve um homem fazer
quando lá fora chove
e o tempo é apenas
a lisura do tampo
da mesa onde apoia
os braços, onde a mão
procura a caneta?
Algures no caminho
ficou a noite escura,
uma veia entupida
pelo pó dos dias,
pelas noites mal dormidas,
pelo carro que decide
de manhã não arrancar
e são oito horas e
estás outra vez atrasado
para o emprego.
Mas não te preocupes:
ainda tens o teu cinismo.
Só me apetece dizer
Declaro que desisto.
Lí por aí
Luís Filipe Cristóvão, em 1979
Do optimismo
Falam do frio, dos dias que começam a ser mais curtos, dos treinos dos filhos, do jantar, do almoço, da crise. Começo a pensar que não tenho vida.
Foi por um triz
Pensamento do dia
The National - Lit up
You wear skirt like a flag
And everything surrounds you, and it doesn't fade
Da inevitabilidade
A Noite e o Riso - um estudo (2)
Ainda que a rua
fosse uma tira preta
colada ao tempo
e sob a ameaça
de pesadelos,
o frio que absorvi
no escuro
nunca o sonhara
ou vira.
A partir daí
o meu futuro
seria outro.
Não, obrigado
A Noite e o Riso - um estudo (1)
Criado na arte
de estender os braços
cedo perdi
as mãos de vista.
Foi nessa época
que o problema de ser –
ou não –
ficou decidido.
Eu não seria:
a debilidade
era o meu forte.
A Noite e o Riso - um estudo
Classificados
e digo nuvens
É a nova série a ser iniciada hoje aqui.
Bandini! I'm Arturo Bandini!
Tal como Bandini, hoje o meu jantar foi laranjas.
A minha opinião
Domingo
Obrigado, Rui
Lí por aí
Eduardo Pitta
, em Da LiteraturaDuas pequenas notas e não volto mais a estes assuntos (5)
2. António Lobo Antunes merece, da minha parte, todo o respeito do mundo. Aprecio bastante alguns dos seus romances, nomeadamente aqueles que correspondem à fase inicial. Refiro-me a: Memória de Elefante, Os Cu de Judas, Fado Alexandrino, As Naus. Ofereceram-me ainda O que farei quando tudo arde? e comprei Boa tarde às coisas aqui em baixo. Considerei-os intragáveis, sem ponta por onde se pegue. Já as Crónicas: isso é outra conversa (alguns até dizem que é aí que se encontra o melhor do autor). De enfant terrible da literatura portuguesa, António Lobo Antunes passou a ícone nacional. Quem não lê: é inculto. Quem lê e não gosta: é parvo. Ainda não li nenhuma vez uma recensão crítica negativa a um dos seus últimos livros. Pergunto: mas já alguém leu, ultimamente, uma crítica negativa a algum livro de algum autor português? E se alguém leu: elas suplantam as críticas positivas?
Zincos
Também me podem encontrar aqui.
Mexilhão
Pensamento do dia
The Walkmen - In the New Year
Talvez um dia escreva sobre tudo isto. Não será um livro de memórias, pois nada há que seja memorável. Nada há que mereça ser recordado. Embora fique sempre alguma coisa: a luz num quarto mal iluminado, um corpo, uma música. Mas pouco mais para lá disso. Nem a cidade lá fora ficará para fazer parte da história.
Dos dias
Vá, leiam
Vale a pena ler este texto.
Duas pequenas notas e não volto mais a estes assuntos (4)
Já ganhei o dia
Eu queria ser poeta,
mas os poetas
pensam muito
e eu só penso em ti.
Pensamento do dia
Tricky - Christiansands
Estava quente. Vamos pensar que era verão. Havia pouca luz no quarto e aquela que havia era do candeeiro de rua, que estava mesmo em frente à janela. Dezenas de insectos voavam à sua volta – do candeeiro, entenda-se – tentando a sorte, impelidos pelo Ícaro que há dentro deles. Que há em nós. Ali dentro o baile era outro. De sombras: como sempre tinha lido nos livros.
Nota: a música só deve ser ligada depois do texto ser lido.
Mapa na Livraria Trama
Mapa já se encontra disponível na Livraria Trama. Quem quiser é só comprar um e dizer-me qualquer coisa, pois como estou pelas redondezas até se arranja uma dedicatória.Vergílio Ferreira
Liquidez bancária! A sério?
É mais ou menos assim
Não esperem nada de mim.
Lá vamos nós
Mais uma semana a fazer pela vida.
Duas pequenas notas e não volto mais a estes assuntos (3)
Curiosa coincidência ou nem por isso?
Lí por aí
Pensamento do dia
Almirante Pinheiro de Azevedo em entrevista à rádio e TV
Micro (50)
Ficam a saber que...
quase todos os textos escritos neste blogue são da exclusiva responsabilidade, e autoria, do autor. No entanto, eles poderão não expressar, verdadeiramente, a sua opinião.
Movimentos
Declaração
Um certo conforto
Pensamento do dia
Kate Bush - Running Up That Hill
A primeira vez que falei das luzes da cidade foi sem conhecer as luzes da cidade. Já tinha lido sobre elas, mas não é a mesma coisa. Os livros podem evocar muitas coisas e elas não passam disso mesmo: de meras evocações. Evocar é aquilo que o homem melhor sabe fazer. Por tudo e por nada evocamos ou algo ou alguém. No meu caso eram as luzes da cidade, vistas através do vidro de um carro em movimento. Tenho um amigo que dizia que a melhor banda sonora para Lisboa ao fim do dia era Dead Can Dance. Durante muito tempo concordei com ele. Até certo dia. A cabeça ia encostada ao vidro do carro depois de uma noite no Bairro Alto nos idos de 1998. Não era o fim do dia, era antes o fim da noite, mas também não era o princípio do dia – não sei se me faço entender – e a confusão que ia na minha cabeça era alguma: um namoro que tinha deixado de resultar ou de ter piada ou algo do género. O carro avançava pela cidade : «And if I only could,/I'd make a deal with God,/And I'd get him to swap our places/Be running up that road,/Be running up that hill,/With no problems...». Deus começava a ser algo que não fazia muito sentido. O carro lá seguiu o seu caminho. E penso que, até hoje, ainda não parou.
Socialismo
Da condição humana
Aforismo de pacotilha (2)
A Arte é tão necessária ao Homem como uma boa martelada no dedo grande do pé, tendo em conta que, às vezes, é necessário um pouco de dor para saber que estamos vivos.



