Férias

Vou ali e volto quando me apetecer.

Ó da Guarda!


Simone dos Prazeres (1978): natural do concelho da Guarda. Licenciatura em Belas Artes (Escultura) pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Vive e trabalha no concelho da Guarda.

Uma questão de Espaço


A questão do Tempo é uma questão essencial. Santo Agostinho (se não estou enganado) disse que ele sabia o que era o Tempo, mas se lhe perguntassem o que o Tempo era ele já não sabia o que o Tempo era. Ora para mim existe uma outra questão, esta sim muito importante para mim. A questão do Espaço. A questão do Espaço é essencial para melhor entender o caos que é o meu quarto/escritório. A questão do Espaço ganha uma nova dimensão no meu quarto/escritório. Resumindo: a questão do Espaço nem se coloca, pois não há Espaço. Eu Tempo até tenho para arrumar tudo. Agora Espaço é que não.

Ora aí está uma coisa que me deixa a pensar


«A verdadeira obra de arte não tem autor: ignora-se tudo da vida de Homero, exactamente porque os poemas nos satisfazem de sobremaneira. Não é o indivíduo que escreve, mas um espríto impessoal. Assim se rejeita, depois do factor realista, o da psicologia individual: não é nem o referente, nem o autor que fazem da obra aquilo que ela é.»

Tzvetan Todorov, Os Géneros do Discurso, Lisboa: Edições 70, 1981, p. 31.


Não sei se já repararam mas sou um homem de/com pouca Fé. Para mim a ideia de Fé foi algo que sempre me transcendeu (risos). Admiro as pessoas que têm Fé, seja ela em Deus ou noutra coisa qualquer. Conheci uma pessoa que tinha Fé nos Homens. Mas isso é uma longa história.

Lançamento


(clicar na imagem para aumentar)

Regresso


Regressei. Carreguei o carro, arrumei a casa. Benedita é a 7ª terra onde já vivi durante 10 meses. As outras foram: Pampilhosa da Serra, Tábua, Silves, Miranda do Corvo, Caxias e Figueira da Foz. Pois é.

Pela estrada fora? Isso é que era bom!


Estou um pouco cansado. Não me apetece fazer a viagem que ainda hoje vou fazer. Por esta (e por outras razões) é que não gosto do dia que é domingo. É, em suma, um dia que passo na estrada. É claro que este na estrada não tem nada de poético, não é um On the Road ou coisa que o valha. É simplesmente um na estrada: com carros, com o sol a bater de frente e a cansar-me a vista, com tudo aquilo que não é poético numa viagem. Sim, são assim a maior parte dos meus dias de domingo. E não, não gosto. Mesmo.

Ponto da situação


A apresentação correu bem.

Hoje


25 de Julho (21h30m)
Café-Concerto do Teatro Municipal da Guarda
Apresentação: Pedro Dias de Almeida
Leitura de poemas: Américo Rodrigues

Da poesia (6)


A poesia é, na maior parte das vezes, confundida com a forma que pode adquirir. A poesia é independente da forma. Mas a forma não é independente da poesia. A poesia é a essência da forma e não o acidente. Eu posso argumentar, ou até mesmo afirmar, que esta ou aquela forma é ou não é válida. Todavia, é um risco eu argumentar, ou até mesmo afirmar, que este ou aquele poema é ou não é poesia.

Mapa no Volumen


Podem encontrar aqui uma leitura do Mapa.

Da poesia (5)


Se aceitarmos o pressuposto de que vivemos numa época de dúvida, aceitamos que toda a verdade é hipotética e provisória. Daí chegamos à poesia. Não quero com isto dizer que a poesia é a verdade, nem tão pouco que é hipotética e provisória. A poesia é. As poéticas – essas sim – são hipotéticas e, sobretudo, provisórias. Não nos podemos esquecer que «uma coisa é a poesia, e outra coisa são as formas que ela adquire em cada cultura ou época» (Antonio Cicero). Podemos perguntar: que forma para a poesia hoje? que poética? Responder a estas duas questões implica, em primeiro lugar, definir poesia. Contudo, não podemos colocar de lado o risco que é tentar definir algo que, porventura, não é susceptível de ser definido, explicado, reduzido a compêndios. Tentar definir poesia será um esforço inútil, pois muito dificilmente será encontrada uma definição geradora de consenso. É claro que eu tenho uma definição de poesia, mas é a minha definição de poesia. Ela é susceptível de conter todas as contradições e fragilidades inerentes a uma definição não geradora de consenso (se é que existem definições geradoras de consenso). Assim, qualquer tentativa para estabelecer uma poética é, também, inútil.

Fitas


No outro dia, enquanto procurava algo, encontrei as minhas fitas de finalista. Estive a ler o que nelas estava escrito. Numa fita as palavras da namorada daquele ano. Numa outra as palavras de um grande amigo. Mas não me lembro de metade dos outros nomes. Parece que as fitas foram assinadas por pessoas que me são completamente estranhas. E, no entanto, eram o meu restrito círculo de amigos.

31


Santa Cruz



Título: Santa Cruz
Autores: Luís Filipe Cristóvão (texto) e Ozias Filho (fotografia)
Editor: Livrododia
Lançamento: 2 de Agosto

Refúgio, desde sempre, de eremitas, místicos e poetas, Santa Cruz guarda a magia desses tempos imemoriais, cruzando-a, hoje, com os sinais da modernidade. Quer pelos elementos naturais que ali podemos encontrar, quer pela construção exponencial do final do século XX, trabalhada nos últimos anos com arranjos de espaços públicos, Santa Cruz está cheia de pontos de interesse para quem chega em visita, para quem se propõe a ficar para viver. São esses olhares que se cruzam neste livro. O olhar fotográfico de Ozias Filho (Rio de Janeiro, 1962), trabalhado ao longo de diversas visitas sem guia, pelas ruas e pelas arribas de Santa Cruz, em busca do enquadramento, do pormenor, muitas vezes, da onda ou do vento necessários à imagem. O olhar poético de Luís Filipe Cristóvão (Torres Vedras, 1979), na permanência um ouvinte dos segredos sussurrados pelos ares desta terra. Uma obra que marca a memória do lugar, em imagens e palavras que potenciam, sem dúvida, muitas outras. Um livro em aberto, ao usufruto do lugar, à lembrança no futuro.


Ozias Filho é licenciado em Jornalismo e Fotografia, pós-graduado em Edição e Director da Vozes Portugal. Luís Filipe Cristóvão é licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, pós-graduado em Teoria da Literatura e Gestor Editorial e Livreiro na Livrododia

Da poesia (4)


Quando se fala de poesia também se fala de poetas, como se um fosse impossível sem o outro e vice-versa. Quando falamos de poesia temos «tendência a olhar para ela como um ente metafísico que escapa às regras do raciocínio» (João Camilo); e quando falamos de poetas temos tendência a encará-los como os únicos seres capazes de “captar” esse ente metafísico. Aí reside o problema: a poesia e os poetas são demasiado divinizados.

Pensamento do dia




The Kills - Fuck the People

Platónov


Pedro Frias, uns dos actores da peça Eu queria encontrar aqui ainda a terra, vai estar de 17 de Julho a 3 de Agosto no Teatro Nacional São João, na peça Platónov de Anton Tchékhov.

Da poesia (3)


Cada macaco no seu galho.

Da poesia (2)


Fui ao talho. Queria comprar carne para grelhar. O talhante pegou num pedaço de carne e disse que era muito bom, de qualidade. Pegou na faca que lhe pareceu mais afiada e cortou-me um bife. Era um grande bife. Cheguei a casa, temperei-o com sal, ervas aromáticas, alho. Fiz as brasas. Deixei que elas esmorecessem um pouco, para que a carne grelhasse lentamente. A carne lá grelhou. Parecia suculenta, tinha boa cor, mas era rija como os cornos da vaca que a tinha dado. Pensei no talhante. Será que alguma vez leu um verso? É possível. Será que alguma vez escreveu um verso, um poema? É possível. Apenas sei que ele pegou na faca que lhe pareceu mais afiada, cortou um bife, entregou-me o bife, paguei e ele era rijo como os cornos. Tudo o resto que possa ter ocorrido entre as várias acções não me interessa.

Da poesia


Não escrevo um poema desde Abril. Nunca estive tanto tempo sem escrever poesia. É claro que isso é pouco importante. A poesia esgotou-se no dia em que Deus criou o mundo com o seu sopro divino ou algo do género. Tudo o resto são meros simulacros, meras tentativas de recriar aquilo que está criado. Nada mais.

Pensamento do dia



Porno For Pyros - Pets

O meu lado mais racional...


é aquele que diz asneiras de três em três palavras, cospe para o chão e arrota depois de beber qualquer bebida. É, também, o lado mais civilizado que tenho.

Aviso à navegação: apresentações de Mapa (alterações)*


(Devido a problemas de logística com a Feira do Livro de Faro, houve uma pequena alteração com a data da apresentação de Mapa. Aqui fica a actualização.)



25 de Julho, 21h30m: Café-Concerto do TMG.

11 de Agosto, 21h: Feira do Livro de Faro - stand do Sulscrito.

14 de Agosto, 22h: Feira do Livro de Santa Cruz, Torres Vedras.


*Com o aproximar das datas novos dados serão inseridos. Por agora, marquem nas agendas.

Lí por aí

«A videovigilância em zonas públicas ao ar livre foi já autorizada, não sendo de admirar que as câmaras proliferem como cogumelos (há gente que acha que é assim que se acaba com o vandalismo; preferem a Polícia à Educação).»


Américo Rodrigues, em Café Mondego

O País Real



O senhor Pedro Correia , do Corta-Fitas , teve a amabilidade de linkar* este blogue numa secção intitulada «Blogues do país real». Nunca fui com etiquetas, muito menos com aquelas que me parecem ser “discriminação positiva” – conceito sociológico que não entendo completamente (defeito meu). A mania de identificar o Interior, que fica longe da centralidade da capital, de “país real” é algo que sempre me causou muita comichão (outro defeito meu: sou comichoso com coisas que aparentemente não têm importância nenhuma). Se é assim tão real, por que razão não vêm viver para ele? Poderia apontar algumas razões. Não o vou fazer. Por isso, quando me falam de «país real» eu costumo dizer: troco toda a realidade do meu país pela irrealidade do teu!

*Adenda (20:40): um anónimo deixa um comentário. Finalmente alguém que me lê e compreende.

Bukowski não tinha problemas com isso


«(...) torna-se incómodo exibir os próprios afectos, declarar ardentemente o fogo íntimo, chorar, manifestar com demasiada ênfase os impulsos internos.»


Gilles Lipovetsky, A Era do Vazio, Lisboa: Relógio D'Água, s.d., p. 73.

Micro #49


Quando o encontraram já estava pendurado pelo pescoço fazia três dias. Ao lado, sobre a mesa, encontraram um bilhete. Dizia: «Não perguntem porquê, mas sim por que não.»

Pensamento do dia


Toda a literatura, sem excepção, é uma perda de tempo.

Thomas Bernhard




Eu, leitor compulsivo, confesso-me: só li um livro de Thomas Bernhard. Comprei hoje o segundo e sinto-me à-vontade para dizer que é um dos meus escritores de referência. O primeiro que li foi O Náufrago. Hoje comprei Na Terra e No Inferno. É de poesia e tem poemas que são murros no estômago (uma imagem que gosto muito de utilizar). Ou versos como estes: «Há muito que não vivo da minha taberna./Pai, mãe ficaram só como templo. O mundo/que inventei sustenta-me,/ainda que os versos e os restos da carne/tratem de pão e regresso, de vinho e fertilidades.». E mais não digo.

Nas páginas dos livros

Fernando Esteves Pinto nasceu em Cascais em 1961. Do seu trabalho, destaque para as obras poéticas Na Escrita e no Rosto, Siete Planos Coreográficos e Ensaio Entre Portas e para os romances Conversas Terminais e Sexo Entre Mentiras. Recebeu o Prémio Inasset Revelação de Poesia do Centro Nacional de Cultura (1990) e uma bolsa de criação literária pelo Ministério da Cultura/Instituto Português do Livro e das Bibliotecas (1998).

Paulo Kellerman nasceu em Leiria (1974). Entre 1999 e 2005 publicou diversas antologias de contos (em edição de autor) e a colêctaânea de micro-narrativas Miniaturas (2001). Mais recentemente publicou Gastar Palavras (2005), obra distinguida com o Grande Prémio do conto Camilo Castelo Branco, atribuido pela AEP, Os mundos separados que partilhamos (2007) e Silêncios entre nós (2008).

Rui Costa nasceu no Porto em 1972. Participou nas publicações Poema Poema - Antologia de Poesia Portuguesa Actual (2006), A Sophia - Homenagem a Sophia de Mello Breyner Andresen (2007), Um Poema para Fiama (2007) e Sulscrito Revista de Literatura (2007). Recebeu o Prémio de Poesia Daniel Faria (A Nuvem Prateada das Pessoas Graves, 2005) e mais recentemente foi distinguido com o Prémio Albufeira de Literatura 2007 (A Resistência dos Materiais, 2008).

Caixotes



No início da semana que vem começam os concursos para professores contratados. Não quero estar para aqui a queixar-me, pois todos os anos (excepto o primeiro) tenho conseguido colocação: Pampilhosa da Serra, Tábua, Silves, Miranda do Corvo, Caxias, Figueira da Foz e, este ano, Benedita. Com mais ou menos horas, lá tenho conseguido. Mas, adiante. Com o início dos concursos começa para mim uma outra tarefa: a de encaixotar. Sim: encaixotar. Isto de andar com a casa às costas tem destas coisas. Todos os anos desencaixoto em Setembro (se tiver sorte) para encaixotar tudo, outra vez, em meados de Julho. Este ano não foge à regra. Para a loiça existe uma caixa própria, que me serve bem há alguns anos, sempre pronta para a próxima paragem. A roupa, como é óbvio, vai nas malas. O resto: os livros que vou comprando, as revistas, a legislação que todos os anos sai: vai em caixotes que vou desencantar a algum hipermercado. Caixotes e mais caixotes. Depois, de tudo encaixotado, regresso a casa dos meus pais, de onde saí quando tinha 15 anos (para ir estudar para a Guarda) e aonde regresso nas festividades ou num ou outro fim-de-semana (que são cada vez menos devido ao preço da gasolina). Mas o pior de tudo não são os caixotes, pois a esses já me habituei. O pior disto tudo é que tenho 30 anos, não tenho casa própria, o meu carro foi-me dado pelos meus pais e atingiu, no outro dia, os 265000km. O pior disto tudo é que não consigo dormir como deve ser, pois penso muitas vezes na vida (é por isso que leio pouco filosofia) e nessa coisa aborrecida que é não saber o dia de amanhã, mas saber, no entanto, que as coisas, afinal, não vão ficar melhores e podem sempre piorar. O pior disto tudo é. Sei lá eu o que é! Tenho é que procurar caixotes disponíveis.

Se as mulheres fossem todas assim o mundo estava, definitivamente, salvo*


Alison "VV" Mosshart



* ao cuidado do senhor Miguel Marques

STP

Para quebrar a rotina hoje não vos vou escrever sobre peixe grelhado na brasa nem sobre nada. Vim aqui apenas para dizer que Stone Temple Pilots são um grupo muito desvalorizado pela crítica. Eu sei que eles já não existem e que o vocalista teve a infeliz ideia de se juntar com o Slash e mais alguns marmanjos e criar os Velvet Revolver – e eu que pensava que o rock das calças de lycra e vinil já tinha acabado. Os Stone Temple Pilots eram/são rijos, não fizeram música para meninas que têm numa das mãos cerveja e na outra uma caixa de comprimidos (imagem ridícula, mas que aqui dá um certo estilo). Que fique claro que não iria para a cama com nenhum deles. Mas com a música deles e acompanhado por uma daquelas gajas com uma tatuagem no fundo das costas, não me importava nada.

Teaser (actualizado, outra vez e mais uma)



Desde os cafés da Guarda, nos anos adolescentes, onde tudo era ainda possível, até a um certo desencanto com o mundo, manuel a. domingos constrói uma poética feita de pequenos detalhes comuns à vida e à poesia, tentando descobrir modos de acreditar em mapas que nos soam tão estrangeiros.

Actualização: podem ler uma pré-publicação aqui. E um poema aqui. Actualização #2: podem ouvir um poema aqui (poema dito pela Rute Mota). Actualização #3: podem ler outro poema aqui. Actualização #4: outro poema aqui. Actualização #5: mais dois poemas aqui.

Agradecimentos: 00:04 a pedra a peste big ode boca de incêndio café mondego esta distância que nos une dias felizes insónia mal menor mil nove sete nove quase importantes sulscrito o vermelho e o negro humanos nada.niente bibliotecário de babel nunca mais andré benjamim o blog dos 5 pês texto-al

Das questões que se levantam enquanto se grelha peixe na brasa e o fumo nos queima os olhos e se entranha na roupa


Hoje decidi grelhar um peixe na brasa. No outro dia comprei um grelhador e, farto de espetadas, decidi grelhar peixe: Dourada. Lá fiz as brasas. O pior de grelhar com carvão é o fumo e o cheiro a fumo que se entranha na roupa, na pela, nas narinas. Enquanto grelhava o peixe e pensando nesta coisa da literatura, dos escritores, dos críticos, das editoras. No outro dia dei por mim a pensar e perguntei a mim mesmo se não andaria a brincar aos escritores, aos poetas. Se não era isto tudo uma brincadeira. Pensei isto enquanto ia buscar alguns exemplares do Mapa e hoje enquanto grelhava o peixe, que ficou com uma cor bem bonita. Nesse mesmo dia, à noite, estive com um amigo e falei-lhe dessa minha dúvida. Ele pensou durante um bocado e disse-me que se a dúvida, se a pergunta surgiu é prova de que não ando (não andamos) a brincar aos escritores, aos poetas, aos editores. Na altura a resposta dele deixou-me mais descansado. Mas hoje, enquanto grelhava o peixe (já disse, não disse?), a dúvida, a pergunta, assaltou-me outra vez. E como não estava comigo o meu amigo, ela ainda por aqui anda.

BIG ODE #5



Planos para hoje à tarde


Fazer sopa enquanto leio filosofia.

O sal dos blogues


Gosto de anónimos. Sem anónimos a vida nos blogues seria uma coisa sem sabor. Gostava de conhecer melhor alguns anónimos, saber o que os move. Convidava-os para um café e falaríamos sobre tudo aquilo que nos viesse à cabeça. Certificar-me-ia se têm mesmo coluna vertebral e vida própria. Se vivem mesmo numa casa com janelas e se vão ao cinema. Se têm namorada ou esposa ou amante ou se vão às meninas. Se têm/tiveram mãe. Depois, dava-lhes um abraço e elogiava-lhes a coragem.