Primeira decisão para 2008


Este blog não respeitará o Acordo Ortográfico.



Pertinente questão...


a levantada por Eduardo Pitta.


Lobo Antunes a puxar dos galões

Lobo Antunes ameaça deixar de publicar em Portugal. Fala de coerência editorial e coisas do género. Mas desde quando é que a Dom Quixote tem coerência editorial? Principalmente nos últimos anos. Prometeram a obra completa de Robert Musil: ficaram-se (até agora) por um título. Publicaram Carolina Salgado, Ana Bola, António Sala, Inês Pedrosa, Io Appoloni, Paulo Cardoso, Pecadora, Rita Ferro, Ana Zanatti, Clara Ferreira Alves. Coerência? Afinal até há. Não sei é se Lobo Antunes já reparou nisso.


5 Bandas Sonoras


O Luís pede-me 5 Bandas Sonoras. Elas aqui vão com uma pequena nota explivativa:

Pulp Fiction - quem é que nunca dançou aquela música do Chuck Berry e imitou o John Travolta e a Uma Thurman?

In the Mood for Love - foi o primeiro filme que vi com a minha namorada.

Trainspotting - Palavras para quê?

24 Hour Party People - tenho uma relação afectiva/efectiva com tudo o que saiu de Madchester nos anos 80 e 90.

Drácula - Música Clássica muito boa. Pena aquela foleirada da Annie Lenox no final.


Tema velho e gasto


Leio blogs há tempo suficiente para saber que não se devem levar muito a sério. Como também sei que não me devo levar muito a sério. O que eu não sabia é que há pessoas que levam os blogs a sério e às pessoas que os escrevem muito a sério. Um blog é, no meu caso, uma oficina de escrita, uma fuga contra o perigo de não-escrita. Estudei o fenómeno diarístico suficientemente para ficar a saber que a maior parte dos autores que escreveram diários o fizeram quando não tinham nada mais importante para fazer (como escrever ou terminar um romance, por exemplo). Os blogs são os diários modernos. Há quem tenha um blog para partilhar algo. O meu caso é diferente. O blog é uma motivação para a escrita, é o campo de treino. Não tenho paciência para escrever um diário no formato convencional. O blog veio preencher essa necessidade. Todo o texto aqui publicado é uma plataforma que me permite pensar um pouco mais todos os dias. No entanto, e para que não existam confusões, volto a repetir: leio blogs há tempo suficiente para saber que não se devem levar muito a sério. Como também sei que não me devo levar muito a sério.

Estranho, não é?

Algo que começo a notar, com a lenta passagem dos anos e com o lento avançar da idade, é que algumas pessoas, que antes me tratavam por tu, começam a tratar-me por senhor.

É o preço de querer ser moderno

Ontem quando saí do café do costume (eram quase 2 da manhã) encontrei o meu carro coberto de uma fina camada de geada. Há muito que não via geada assim, excepto quando dei aulas na Pampilhosa da Serra e – todos os dias – tinha que raspar com uma K7 a geada do vidro do carro. Ontem não tinha nenhuma K7. Teve que ser com os dedos. Ainda agora não sinto a ponta dos dedos, o que torna difícil escrever este texto. Quem me manda comprar um leitor de MP3 para o carro?


Em repeat


Alban Berg Quartett

Quarteto de Cordas 10 & 14 «A Morte e a Donzela» de Schubert

Ai o amor...

«"People don't need love. What they need is sucess in one form or another. It can be love but it needn't be."
"The Bible says, Love thy neighbor."
"That could mean to leave him alone."»

Charles Bukowski, Factotum, New York: Ecco, 1st Edition, 2002, p. 120.

Outra coisa que me irrita

Irritam-me as pessoas que são contra o Natal. Que se indignam. Que declaram que detestam. Que fazem birra e beicinho e que não desejam Feliz Natal a ninguém. Que vociferam contra a quadra, e que pensam ser, assim, rebeldes e muito à frente.

Fardo

Sempre vi o amor como um fardo. Como algo que poderia dispensar, não fosse a necessidade dele.

Quando pouco ou nada há para dizer (e até parece que há muito para dizer das outras vezes que aqui venho) ou como se escreve um título de um post mais extenso do que o próprio post ou quase

Os abusos de Natal começam a sentir-se hoje. Uma leve dor de cabeça. Uma leve náusea. Pouco apetite. Vou ver se faço um chá de ervas medicinais.

Contagem decrescente

O que mais me irrita nesta época não são os doces, o consumismo, a conversa da treta. O que mais me irrita nesta época é a contagem decrescente para o ano novo (faltam x, y, z, dias) que os canais de televisão apregoam. Isso sim é irritante para mim.


fenda no casco



Lí por aí


«Uma pessoa acorda com o viço do projecto em movimento - vontade de dar continuação a Anna Karénin – uma pessoa acorda e sai de casa para entrar num mundo entrevado.»

Miss Allen, em o regabofe

Rescaldo

As mesmas conversas e notícias de sempre, um pijama, os pais irem cedo para a cama, ver um filme mau, um gel de limpeza facial e um creme hidratante, não ter sono, uma agenda para 2008 da Moleskine, pensar um pouco no ano que passou e concluir que podia ter sido pior, um after-shave, estrear o pijama e ele ser quentinho, ter pouca vontade de comer doces, ir ter com os amigos ao café e estar tudo de ressaca, cansaço, não conseguir deixar de aqui vir.


Feliz Natal





Charles Bukowski - dinosauria, we


fenda no casco


A verdade é que


Não há nada mais deprimente do que ser blogger. Principalmente quando actualizamos o blog (e lêmos blogs) na véspera de Natal.

1.092

Desde Setembro de 2004 o meu perfil foi visto 1.092 vezes. Tenho que juntar uma foto. Pode ser que tenha sorte.

Já cheira!

Hoje o almoço de domingo em família vai ser Borrego Assado com Batatas Assadas. É por esta razão, e por outras, que nunca serei vegetariano.


Aconselho a ler


Este texto.


Renton says


Quando vi Trainspotting pela primeira vez, houve uma frase que ficou na minha cabeça: The down side of coming off junk was that I knew I would need to mix with my friends again in a state of full consciousness. Ontem, no café do costume, senti esta frase na pele. E não me entendam mal: não estou numa fase de cura de nenhum vício. Simplesmente devia ser a única pessoa sóbria no meu grupo de amigos.


o amor é um cão do inferno



Meu Deus faz com que eu seja sempre um poeta obscuro


É hoje, às 20:50 na RTP2, que passa o documentário sobre Herberto Helder: Meu Deus faz com que eu seja sempre um poeta obscuro. A escrita de Herberto Helder marcou-me, mas devo confessar que foi mais a prosa. Ninguém consegue ficar indiferente a um livro como Os Passos em Volta: «-Se eu quisesse enlouquecia. Sei uma quantidade de histórias terríveis.»*. É claro que há a poesia. A poesia é copiada e recopiada. O que não deixa de ser curioso: é conhecida a aversão de Herberto Helder a entrevistas, prémios, documentários, e depois tem um grupo de seguidores, discípulos. Mas o importante é não perder o documentário (possível) sobre Herberto Helder.

*Herberto Helder, Os Passos em Volta, Lisboa: Assírio & Alvim, 7ª edição, 1997, p. 9.


Great Expectations

Um dia tudo fazer sentido.

Noites

Há noites em que um gajo sai e vai até ao café, para estar com os amigos, colocar a conversa em dia. Depois a música está muito alta. Fica um enorme silêncio entre todos. E vamos para casa.


Amadeu Baptista vence Prémio Literário Florbela Espanca 2007



O poeta Amadeu Baptista foi galardoado com o Prémio Literário Florbela Espanca - 2007, promovido pela Câmara Municipal de Vila Viçosa, com a obra Outros Domínios. Na reunião de Câmara do passado dia 19 de Dezembro, o Executivo Camarário deliberou homologar a acta do Júri de classificação das obras concorrentes ao Prémio Literário Florbela Espanca. De destacar, ainda, duas Menções Honrosas aos originais intitulados Espaço Livre com Barcos, de Graça Pires e Quebranta Água do Tempo, de Luís Aguiar.

Grande começo

«The first thing I remember is being under something. It was a table, I saw a table leg, I saw the legs of the people, and a portion of the tablecloth hanging down. It was dark under there, I liked being under there. It must have been in Germany. I must have been between one and two years old. It was in 1922. I felt good under the table. Nobody seemed to known that I was there. There was the sunlight upon the rug and on the legs of people. I liked the sunlight. The legs of the people were not interesting, not like the tablecloth wich hung down, not like the table leg, not like the sunlight.»


Charles Bukowski, Ham on Rye, New York: Ecco, 2002, p. 9.

Joy

Quem diz que Unknown Pleasures da Joy Division não é um dos melhores álbuns de sempre só pode ser imbecil. E Closer? Esse nem se fala...


A minha terra está a morrer


- Então? Há novidades?
- Há. Morreu fulano, fulano e fulano.


Regresso


Está frio. Muito frio.


Rotina diária


Reuniões de Avaliação e outras coisas. Mas, principalmente, Reuniões de Avaliação.


fenda no casco


p.s. - vá, não se acanhem. visitem.


Trabalho poético


O trabalho do poeta é como o do varredor de rua num dia de vento: ingrato.

Bolas de cuspo atiradas a uma considerável distância

Há coisas que só aprendemos numa certa idade. Depois começamos a envelhecer. Fazer bolas de cuspo e aprender a atirá-las a uma considerável distância é uma dessas coisas. Depois começamos a envelhecer. Entristece-me ver pessoas da minha idade, ou mais velhas, que não sabem fazer uma valente bola de cuspo e atirá-la a uma considerável distância. É sinal que começaram a envelhecer mais cedo. Embora nunca seja tarde para aprender a fazer bolas de cuspo e atirá-las a uma considerável distância, tenho pena de quem aprendeu a fazê-las já depois dos vinte. Há coisas que só aprendemos numa certa idade. Quando tiver um filho vou ensinar-lhe a fazer bolas de cuspo e a atirá-las a uma considerável distância. Quem diz um filho também diz filha. Não quero que ele/ela comece a envelhecer muito cedo. Aprender a fazer bolas de cuspo e atirá-las a uma considerável distância é fundamental. Aprendemos a lidar melhor com a vida. É que a vida às vezes prega partidas. Mas, uma bola de cuspo atirada a uma considerável distância resolve tudo.


o amor é um cão do inferno



Há coisas que não fazem sentido e são ofensivas


Uma rapariga que está sentada ao meu lado é um bom exemplo disso.

Dos cortes de cabelo

Uma vez li que os maiores erros de uma certa pessoa – que já não me lembro quem é – tinham sido cortes de cabelo. Compreendia-a perfeitamente na altura. E agora encontro-me num dilema. Penso que uma pessoa deve ser fiel ao seu cabeleireiro como é fiel à sua mulher. No entanto, estudos recentes – que nunca li – defendem que a monogamia é um mito. Assim, hoje ia caindo na tentação de ir cortar o cabelo a um outro cabeleireiro. Ando a sofrer um pouco com o cabelo que tenho agora. De manhã é muito difícil sair de casa minimamente penteado. Ora estou vai que não vai para ir cortar o cabelo. A monogamia é um mito. E eu estou aqui num dilema profundo. Ou então é a leitura de Kierkegaard que não ajuda muito.

Será que existe agora?

«O homem é uma síntese de infinito e de finito, de temporal e de eterno, de liberdade e de necessidade, é, em suma, uma síntese. Uma síntese é a relação de dois termos. Sob este ponto de vista, o eu não existe ainda.»


Soren Kierkegaard, O Desespero Humano, Porto: Livraria Tavares Martins, 1979, p. 33.

E agora um pouco de filosofia

O problema não é a vida não ter sentido. É o seu sentido estar oculto.

Lí por aí

«Hermano Saraiva descobriu agora que Os Lusíadas são um poema subversivo, com críticas severas ao rei e aos poderosos da época. Filomena Mónica descobriu agora que Cesário Verde é um poeta importante. Mais vale tarde do que nunca. Mas em que planeta é que têm vivido um e a outra para só descobrir agora o que tanta gente já sabia? Mistérios. Tanta ingenuidade e entusiasmo são comoventes.»

João Camilo, em nada.niente

Reminiscências

Só tenho quatro canais de televisão. Os quatro são nacionais. Se dissesse que só vejo RTP2 estaria a mentir. Por vezes tenho que me levantar e mudar de canal. Não tenho comando à distância. Em pleno século XXI e não tenho comando à distância. Se proferisse esta frase há vinte anos alguém diria: se não tens também já não te nasce!


Cinco Filmes (post recuperado)


O André pediu-me cinco filmes (20 de Novembro). A Salomé pediu-me ontem (5 de Dezembro). Aqui vão:


Platoon (1986), Oliver Stone
A Barreira Invisível (1998), Terence Malick
Eraserhead (1977), David Lynch
O Grande Ditador (1940), Charlie Chaplin
Plano 9 dos Vampiros Zombies (1958), Ed Wood


Peço desculpa, mas desta vez não passo a ninguém.


A Moral já não é o que Era


De todos os novos autores de Língua Portuguesa, Gonçalo M. Tavares (1970) é aquele que melhor consolidou o seu lugar no panorama literário português. Para além de inúmeros livros publicados num curto espaço de tempo (23 entre 2001 e 2007), que vão do romance à poesia e do ensaio ao teatro, Gonçalo M. Tavares cedo estabeleceu o seu percurso, isto é, o seu “programa” de escrita. Prova disso é a divisão feita pelo autor da sua obra publicada até à data: O Bairro, Canções, Enciclopédia, Bloom Books, Poesia, Estórias, Teatro, Investigações e O Reino (tetralogia composta por Um Homem: Klaus Klump, A Máquina de Joseph Walser, Jerusalém e Aprender a rezar na Era da Técnica).

Aprender a rezar na Era da Técnica encerra em si um homem: Lenz Buchmann. Lenz Buchmann é um inadaptado dos dias em que vive, dias pobres e fracos. Lenz acredita na Força. Lenz Buchmann é um homem da Era da Técnica, desempenha uma profissão técnica (é cirurgião) e pouca importância dá à espiritualidade, à moral, que vê como elementos perturbadores de uma Sociedade que se quer forte. Mas Lenz é também um homem dominado pela figura do Pai (que nunca chega a “matar”), principal responsável pela Força de Lenz: «- Nesta casa o medo é ilegal» (p. 91). Um pai que se suicida aos 58 anos, no momento em que começa a sentir o seu declínio físico. A ideia de corpo continua presente neste romance como nos anteriores. Um corpo que é limitado, que a determinada altura deixa de cumprir a sua função.

Gonçalo M. Tavares é um escritor de ideias. Os seus romances são romances de ideias, de problemas. Em Aprender a rezar na Era da Técnica o conflito existente é evidente: como viver num mundo em que a Moral, e as decisões morais, são ultrapassadas pela Técnica, e pelas decisões técnicas? Como “rezar” num mundo que viu o seu centro unificador alterado? A Técnica tomou conta dos dias que são nossos, tomou conta da nossa maneira de pensar e agir. É mais imoral mentir ou não conhecer o novo Windows Vista? O Divino deixou de fazer parte das nossas vidas. É mais importante que a água continue a correr nas torneiras: «Se os crentes, ou os próprios padres, fizessem greve isso seria bem menos significativo e visível numa cidade do que uma greve de canalizadores ou electricistas. A boa circulação da água ou da electricidade torna-se, para o dia-a-dia, bem mais indispensável do que a boa circulação do sopro divino.» (p. 217). Evidente, não é? Mas será assim tão evidente?

Uma coisa é certa: todos nós temos um pouco de Lenz Buchmann dentro de nós. Esta é uma das mais valias da escrita de Gonçalo M. Tavares: confrontar-nos com os fantasmas que constantemente recusamos aceitar.


Gonçalo M. Tavares, Aprender a rezar na Era da Técnica, Lisboa: Caminho, 2007, 383 pp.


Serviço poético

Serviço poético é aquilo que João Luís Barreto Guimarães presta no seu Poesia & Limitada. A não perder os posts dedicados a traduções de poetas húngaros. Repito: a não perder. Melhor: impossível de perder.

Vesícula e outras miudezas


Há quem tenha pedra na vesícula. Eu tenho a vesícula preguiçosa. Ter vesícula preguiçosa não é muito agradável. É como ter um grevista permanente no nosso organismo (não quero dizer com isso que os grevistas são preguiçosos: eu próprio já fiz várias vezes greve). Em primeiro lugar: temos que ter muito cuidado em escolher aquilo que comemos. Nada de leite, ovos, café, feijoada – principalmente à noite. Bebidas: só água e chá. Em segundo lugar: estamos sempre com uma sensação estranha de estar cheios mas com fome. E não podemos esquecer que a vesícula é fundamental para uma boa digestão. E para a escrita. Se a vesícula não trabalhar, como deve trabalhar, o escritor não consegue libertar-se, através da escrita, da bílis que o consome. A vesícula é necessária para quem escreve. Ela é o centro nevrálgico de toda a criação literária. Sem uma vesícula a funcionar correctamente, nunca teríamos a oportunidade de ler Homero, Kafka, Joyce, Musil, Dostoievski, Rimbaud, Lowry (ok, talvez Lowry seja a excepção, pois com a quantidade de álcool que ele consumia, a sua vesícula há muito que estaria desactivada) entre outros. A vesícula é fundamental. Sem ela não existiriam blogs. Não existiria este blog, o que talvez não fosse mau de todo.




Lançamento do livro Contos de Algibeira




Uma grande festa organizada por Nuno Costa Santos vai unir a literatura portuguesa e brasileira no próximo dia 6 de dezembro, às 21h30min, no Frágil (Rua da Atalaia, 126 – Bairro Alto - Lisboa). Jorge Silva Melo apresenta o livro Contos de Algibeira, lançamento do selo editorial Casa Verde, do Brasil, organizado pela escritora Laís Chaffe. O livro é o terceiro volume da Série Lilliput, dedicada aos minicontos – os primeiros são Contos de Bolso (2005) e Contos de Bolsa (2006). A novidade é que Contos de Algibeira, além de importantes escritores brasileiros, traz colaborações de 36 autores de Portugal. Tenho o prazer de colaborar com um microconto: A Batalha.


Dos grandes escritores

Sabemos que estamos na presença de um grande escritor quando a ele nos referimos utilizando um só nome. Por exemplo: Kafka, Proust, Musil, Bukowski, Dostoievski, Céline, Pavese, Faulkner, Hemingway, Mishima, Joyce, Rimbaud, Verlain, Calvino, Celan, Cervantes, Homero, Dante, Petrarca, Eliot, Pound e outros que agora não me ocorrem. No caso português poucos são aqueles que cumprem esta característica. Temos: Saramago, Pessoa, Camões, Aquilino, Agustina, Sophia, Camilo, Eça, Garrett, O'Neill, Cesariny. Claro que não estive muito tempo a pensar em nomes de escritores portugueses. Mais haverá. E a caixa de comentários está aí para isso.


Só hoje tive acesso à net


O blog do André fez ontem anos. Parabéns!