Não queria escrever sobre política, mas...

... a diferença entre o Marquês de Pombal e Alberto João Jardim é o Marquês de Pombal ter sido um déspota esclarecido.


Em repeat





Contra factos


É um facto o facto de o post com mais comentários neste blog ser de facto uma citação de um outro post de um outro blog de factos e argumentos.


Bruce Chatwin


Sempre que o relia só lhe apetecia pegar na mochila, e partir.


Poesia e Poetas


José Miguel Silva, Rui Pires Cabral e Carlos Bessa: três poetas que me dão uma ponta do caraças quando os leio.


Lí por aí


«Espero bem que Babel não ganhe em nenhuma categoria relevante. Para inanidades politicamente correctas chegou o Crash do ano passado.»

Eduardo Pitta, em Da Literatura


Discos Pedidos #2



Há quem os considere uma fraude, devido ao som que praticam nada ter de novo, de o considerarem uma cópia rasca de tudo o que de bom foi feito nos anos oitenta na área do chamado gótico. As influências estão de facto lá: nos sintetizadores (Suicide), na caixa de ritmos (Sisters of Mercy), as linhas de baixo (Joy Division, The Cure). Depois há as letras, que muitos consideram de uma pobreza franciscana, quase papel químico de poemas retirados de um qualquer diário de um qualquer rapaz nos seus 14/15 anos, atingindo pela primeira vez pelas setas de Cupido. Sem dúvida a música dos She Wants Revenge é tudo isto, mas é também tudo isto que lhe confere consistência. As músicas são boas, com melodias interessantes e um ritmo, em alguns temas, frenético, onde a vontade de dançar e pular e suar são reais. As letras, apesar de pobres (algumas têm um ou outro refrão escusado), revelam um mundo sombrio e pouco aconselhável a mentes e corações mais susceptíveis: I heard it's cold out, but her popsicle melts/She's in the bathroom, she pleasures herself/Says I'm a bad man, she's locking me out/It's cause of these things, it's cause of these things. Mas é o tema Out of Control (que passou durante bastante tempo na Radar) que mais desperta a vontade de dançar, e que nos transporta para um pista de dança onde tudo é permitido, onde os corpos se entregam ao ritmo: The lights that move sideways and up and down/The beat takes you over and spins you round/Our hearts steady-beating, the sweat turns to cold/We're slaves to the DJ and out of control. Neste álbum de estreia os She Wants Revenge mostram aquilo que de melhor sabem fazer e tudo aquilo que de pior sabem fazer. Mas isso pouco importa, pois a partir do momento em que a música começa a ser ouvida, somos logo transportados para um qualquer bar underground de NY ou LA, ou, não havendo melhor por cá, para a velhinha Jukebox em meados/finais de 90, lá para os lados dos Restauradores em Lisboa.

Da traição e outros fantasmas


1.

Aos quatro anos há palavras que não têm significado. «Traição» é uma delas. Até ao dia em que vês alguém esconder o fato de Pai Natal debaixo da cama.


2.

Numa noite que não dizes estrelada, pois tens os olhos fechados, beijas pela primeira vez. Crês que dela também é o primeiro. E o único desse verão. Só mais tarde, passados os anos da ingenuidade, descobres que, afinal, não era o primeiro nem o único que ela recebia atrás daquela capela.


3.

Este és tu aos quinze anos: camisa de flanela, t-shirt, calções, meias grossas, botas, pêra: o grunge. Os Nirvana cantam a revolta. É com eles que começas a ouvir música. Defendes a anarquia e mais umas ideias que surgem com as primeiras cervejas. Até que num mês, de um ano que esqueceste, Kurt Cobain rebentou com os miolos: dizem-te. Nesse dia ouves o Nervermind até à exaustão. Depois: arrancas os posters, guardas as cassetes. E ainda hoje te perguntas: por que razão Cobain nos traiu?


4.

Mas cedo te vês rodeado de novos traidores. Andas no 12º ano. E estudas filosofia.

publicado na Revista Minguante nº 3

Bem-haja

Hoje o meia-noite todo dia atingiu as 2731 visitas, com uma média de 22 visitas por dia. A todos aqueles que nos visitam: bem-haja.


Novo disco dos Chuchurumel




Os Chuchurumel são um grupo de música popular portuguesa (mas que também gostam de pesquisar todos e quaisquer tipos de sons e de usar computadores e outras caixinhas mágicas) oriundos do distrito da Guarda. Têm em César Prata e Julieta Silva os seus elementos. Em finais de Março sairá Posta-Restante, o segundo disco. Cada tema será endereçado a alguém, como se de uma carta se tratasse (daí o nome do disco). São cartas musicais dirigidas a pessoas que, ao longo do trabalho dos Chuchurumel, de uma forma ou outra, os tem marcado: desde informantes anónimos até Giacometti ou Lopes-Graça. O disco tem um videoclip realizado por Tiago Pereira (vencedor do DocLisboa 2006 com o documentário "11 burros caem no estômago vazio") e será acompanhado por um texto do musicólogo Domingos Morais. O video pode ser visto aqui.




Aceitam-se apostas


Quantos versos fazem uma vida?



Lí por aí


«Enquanto escrevo, sou uma pessoa melhor do que o eu que vive. Ainda que melancólico, ainda que pessimista, ainda que cínico, o sujeito que aqui vem escrever é um homem que escapa, por breves instantes, à sua realidade quotidiana, às humilhações a que um tipo se sujeita para ser capaz de viver entre os seus pares. O eu que escreve é radicalmente livre e radicalmente só. Basta-se a si mesmo.»

Manuel Jorge Marmelo, em Tatarana


Ao teu ouvido


Como não escrevo canções, só me resta cantá-las (baixinho) ao teu ouvido.


Em repeat

Ainda há esperança... ou talvez não

«Pensem que uma metade do acto de escrever consiste em se ser suficientemente sensível perante o momento para se alcançar a promessa seguinte, que geralmente se esconde em qualquer palavra ou frase, só um bocadito ao lado da nossa intenção cônscia.»


Norman Mailer, Os Exércitos da Noite, Lisboa: Dom Quixote, 2ª edição, 1997, p. 44.


Nada mais


Escrever o quê e para quê? Escrever é inútil. A literatura é inútil. A única coisa que resta é o branco terrível da folha e a incapacidade de seguir em frente, de dizer, escrever seja o que for. Nada mais.


A mais preciosa


Por vezes a verdade não é bem aquilo que queremos ouvir. É nessas alturas que a mentira se torna na mais preciosa das virtudes.


O outro lado da noite


Eu sei que é um mau título
mas vou oferecê-lo a mim mesmo como presente


É Carnaval


Este texto é de leitura obrigatória.


Discos Pedidos #1


Para quem como eu ouviu Joy Division até à exaustão sem nunca se ter cansado de o fazer, ouvir o álbum de estreia dos Editors é regressar de novo àquela garagem onde pela primeira vez ouvimos músicas como Shadowplay. No entanto, The Back Room, editado em 2005, não é uma cópia do som que a Joy Division criou, será mais um upgrade: as guitarras estão lá, a linha de baixo é sem dúvida influenciada por Peter Hook, e a bateria é herdeira das batidas de Stephen Morris, mas a energia é sem dúvida outra, mais actual, e até mesmo mais urbana, onde a própria produção do álbum, embora não deixe escapar a influência do génio de Martin Hannet no álbum Unknown Pleasures da Joy Division, projecta os Editors para um outro nível. As letras trazem todos os dilemas existenciais que Ian Curtis projectou nas suas, e quem teve o privilégio de ver os Editors ao vivo no Super Bock Super Rock do ano passado, reparou nos movimentos frenéticos do vocalista Tom Smith, que lembram muito as actuações de Ian Curtis. Mas são sem dúvida as músicas que fazem dos Editors um grupo a acompanhar: Munich, Blood (que traz consigo a matriz de Atrocity Exibition), Bullets, tornaram-se sucessos imediatos, abrindo o caminho para as restantes músicas do álbum, de onde se destacam, para além destas, a fantástica Fingers in the Factory, Someone Says e Open your Arms. Os Editors passaram um pouco ao lado da crítica, em parte devido a outras duas bandas: Arcade Fire e Interpol: que monopolizaram toda a literatura especializada durante algum tempo. Mas as músicas dos Editors continuam aí a provar que merecem ser ouvidas, de preferência bem alto e com as luzes bem baixas.


Putas e chuva


Lá estão elas, à beira da estrada. Até em dias de chuva é necessário acalmar o desejo.



O meia-noite todo dia recomenda: Até que Deus é destruído pelo extremo exercício da beleza

Seis pessoas sentadas. Os seus corpos têm a palavra. O seu “devir junto” anuncia-se através de uma linguagem instável, um inglês com sonoridades singulares. As suas capacidades de comunicar são constantemente desafiadas. Eles navegam entre transparência e opacidade; exercitam-se por entre a tecelagem dos laços, suspensos por um fio. Como exercer uma postura teatral até ao esgotamento? Escolher um meio que nos é comum, mas que não dominamos. Olhar de frente as pessoas e convidá-las a seguir-nos quando partimos. O “aqui e agora” que procuramos está tão alongado que já não há pertença. Está arrasado. Recomeçamos sempre, sem nunca chegar ao mesmo lugar. “Até que Deus é destruído pelo extremo exercício da beleza” é a mais nova criação que a coreógrafa portuguesa Vera Mantero traz ao palco do Grande Auditório, hoje Sexta-feira dia 16 de Fevereiro, às 21.30 horas. Em Junho de 2006, Vera Mantero iniciou o processo de criação da sua nova peça que estreou em Novembro de 2006 no Le Quartz/Brest em França. Neste novo projecto, interpretado e co-criado por seis intérpretes, a coreógrafa conta com a já habitual colaboração artística de Nadia Lauro (concepção do espaço e figurinos) e do músico Boris Hauf. O processo de criação decorreu em Portugal, Montemor-o-Novo, n'O Espaço do Tempo, entre os meses de Junho e Setembro, e em Le Quartz, em Brest, durante o mês de Outubro. Depois de Brest, seguiram-se ainda no mês de Novembro as apresentações em Paris no Centro Pompidou, integradas no Festival d'Automne, e em Lisboa, na Culturgest. É no TMG a segunda apresentação em Portugal deste novo trabalho. Em “Até que Deus é destruído pelo extremo exercício da beleza” «as acções servem para entender, para reparar, para nomear, a língua virada do avesso, vibração (maravilhar-se), aparente esquecimento de que Deus, na verdade, nunca existiu, potência impotente, habitar um corpo aberto, (faz-nos sonhar), intimidade, liberdade, energia, não à disjunção. Nietzsche amava em Goethe a totalidade, dificuldades de toda a espécie devem ser bem acolhidas, razão+sensualidade+sentimento+vontade, minúcia e milagre. Desregulamento antropológico, encarnar os laços, potente impotência» – descreve a coreógrafa no texto de apresentação. Para Vera Mantero, a dança não é um dado adquirido, acredita que quanto menos o adquirir mais próxima estará dela, usa a dança e o trabalho performativo para perceber aquilo que necessita de perceber, vê cada vez menos sentido num performer especializado (um bailarino ou um actor ou um cantor ou um músico) e cada vez mais sentido num performer especializadamente total, vê a vida como um fenómeno terrivelmente rico e complicado e o trabalho como uma luta contínua contra o empobrecimento do espírito, o seu e o dos outros, luta que considera essencial neste ponto da história. A direcção artística do espectáculo é de Vera Mantero, a interpretação e co-criação é de Antonija Livingstone, Brynjar Bandlien, Loup Abramovici, Marcela Levi, Pascal Quéneau e Vera Mantero.

Texto: TMG

Foto: Alain Monot


Benefícios da ressaca


Não há nada como uma boa ressaca para nos consciencializar da nossa finitude.


Pergunta


Quem te disse que amar seria fácil?


Reminiscências


O que acontecerá realmente se entalar os dedos na porta?


S. Valentim


Mais um santo pensado para abrir os cordões à bolsa.


Estado Financeiro


Só me sobra mês.

Lí por aí

«Um Ministério* que tem um site destes, não devia ser mais que uma Direcção de Serviços.»

Francisco C. Afonso, em berra-boi

*Ministério da Cultura


Sim Vence em Manteigas


Concelho de Manteigas

SIM: 695 ( 52,33%)
NÃO: 633 ( 47,67%)
Brancos: 25 ( 1,82%)
Nulos: 19 ( 1,38%)

Freguesia de São Pedro

SIM: 292 ( 56,48%)
NÃO: 225 ( 43,52%)
Brancos: 8 ( 1,51%)
Nulos: 6 ( 1,13%)
Abstenção:65,16%

Freguesia de Santa Maria

SIM: 312 ( 57,04%)
NÃO: 235 ( 42,96%)
Brancos: 14 ( 2,48%)
Nulos: 4 ( 0,71%)
Abstenção:63,55%

Freguesia de Sameiro

SIM: 60 ( 35,09%)
NÃO: 111 ( 64,91%)
Brancos: 3 ( 1,69%)
Nulos: 4 ( 2,25%)
Abstenção:58,70%

Freguesia de Vale de Amoreira

SIM: 31 ( 33,33%)
NÃO: 62 ( 66,67%)
Brancos: 0 ( 0,00%)
Nulos: 5 ( 5,10%)
Abstenção:73,44%


via Blog de Manteigas



Um dia têm que inventar...


... referendos que independentemente da abstenção tenham poder vinculativo.


À Vossa consideração


«Todos descobrem, mais tarde ou mais cedo na vida, que a felicidade perfeita não é realizável, mas poucos se detêm a pensar na consideração oposta: que também uma infelicidade perfeita é, igualmente, não realizável. Os momentos que se opõem à realização de ambos os estados-limites são da mesma natureza: derivam da nossa condição humana, que é inimiga de tudo o que é infinito.»

Primo Levi, Se Isto É Um Homem, Lisboa: Público, Colecção Mil Folhas, 2002, pp. 13-14.


Pela Liberdade


Há algum tempo atrás decidi que só voltaria a votar em referendos, quando o meu voto signifique realmente a possibilidade de mudança. E hoje lá fui votar, apesar de enjoado com a campanha que antecedeu este referendo, não podia deixar de o fazer. Sempre defendi a liberdade como um princípio fundamental e fundador do ser humano. Hoje votei pela liberdade e não pela despenalização, votei pelo direito de ser eu a escolher, pelo direito de ser eu a decidir. A despenalização a mim não me interessa. Interessa-me sim a liberdade, essa que a actual lei não contempla. Como escreveu Vergílio Ferreira: «Hoje sou contra a defesa da liberdade humana, porque sou a favor da liberdade humana.». E foi isso que hoje me levou à mesa de voto.


Afinidades


Munch está para a pintura como Dostoievski está para a literatura.


A minha Banda Sonora


«Ah wanna tell ya 'bout a girl»: é esta a minha banda sonora.


Se


Se Deus existe ele está no Ich Habe Genug, BWV 82 de Bach.



E o dia começa assim


Queria escrever algo que não isto, mas o frio não me deixa.

Minguante

Ana Mello, Ana Ramalhete, Ana Saramago, Angela Schnoor, Aurora Silva, Avery Veríssimo, Carlos Alvez, Cristina Grando, Dácio Eduardo Fernandes, Darlan M Cunha, Dennis D,, Eduardo Oliveira Freire, Fernando Gomes, Francisco Pascoal Pinto, Henrique Manuel Bento Fialho, João Carlos Silva, João Pedro Ferrão, João urbano, João Ventura, José Eduardo Lopes, José Estevão Cruz, Luis Filipe Cristovão, Luís N., manuel a. domingos, Manuel Moya, Márcia Maia, Mário Calado Pedro, Mário Lisboa Duarte, Mário Melendez, Mauro Paz, Miguel Fernandes Ceia, Nelson Moraes, Nicolas Sisic, Nuno Moura, Paulo Kellerman, Paulo Rodrigues Ferreira, Rui Almeida, Rui Costa, Rute Mota, Rynaldo Popoy, Sandra Guerreiro Dias, Sérgio Peixoto Mendes, Sílvia Alves, Sónia Oliveira, Vitor Vicente, Wilson Gorj.


Cão


O Henrique decidiu que era altura de o cão ter um lugar nos blogs. Aqui podemos encontrar poemas onde o fiel amigo do homem é um dos protagonistas.


O outro lado da noite


«De que me serve ter vivido como um deus
se foi só uma vez.»


Lí por aí


«Há apenas uma coisa que distingue um encontro de escritores de um ninho de víboras: estas só mordem se forem importunadas.»

Henrique Fialho, em Insónia


Comigo é assim


É no limite que toda a palavra é escrita.


O estado a que isto chegou


Diclofenac sódico, Nimesulida, Tiocolquicosido, Saccharomyces boulardii.


Um gajo está sempre a aprender

«A cona serve-se com um fio de azeite e uma gota de vinagre.»


Roland Topor, A Cozinha Canibal, Lisboa: Fenda, 2000, pág. 31.

Linguagem literária, literariedade, ambiguidade

Toda a questão da linguagem literária, enquanto fenómeno, baseia-se na seguinte noção: a criação literária constitui uma actividade que implica uma intenção e que detém em si uma finalidade. Inicia-se, desta maneira, um processo de comunicação e significação, que não pode ser reduzido às suas potencialidades comunicativas e significativas, pois todo o sistema do texto literário é plural, isto é, engloba em si um complexo sistema de vários sistemas de signos. Assim, podemos falar de uma comunicação literária, que englobará todos os sistemas de signos existentes no texto. E, para que essa comunicação seja efectuada, é necessário transmitir uma mensagem, mensagem essa que será estruturada a partir de um repertório de signos, que deverão ser comuns ao emissor e receptor, sendo o emissor o responsável pela enunciação da mensagem, enquanto que o receptor será responsável pela aquisição e descodificação da mesma. Já a questão da literariedade depende, exclusivamente, das características que são inerentes e reconhecidas no discurso literário. Ela passa pela transformação da palavra, da mensagem, do discurso verbal, em discurso literário. Essa transformação envolve uma quantidade de elementos e factores que ultrapassam a mensagem, e daí a função poética da linguagem. A literariedade de um texto não está só dependente de uma transformação do discurso verbal em literário pela função poética: ela encontra-se também dependente de uma série de factores históricos e sociais, pois aquilo que hoje pode ser considerado discurso literário, amanhã pode ser considerado como discurso banal e ultrapassado, para não falar em não-literário. A literariedade passa, ainda, pela questão do enquadramento receptivo e pela interpretação de cada um, pois não é suficiente a publicação de uma obra para que esta seja considerada literária, ou para determinar a literariedade do discurso. Roland Barthes classifica as obras literárias como possuidoras de uma linguagem simbólica. O seu código é organizado de tal modo que qualquer obra possui sentidos múltiplos, existindo uma língua plural. Com isto, a obra literária ganha uma certa ambiguidade. Esta ambiguidade deve ser encarada como uma propriedade relevante, desde que favoreça, no plano de uma configuração semanticamente plural, o texto literário. A ambiguidade é influenciada pela questão da leitura, pois pode ser centrado no ponto de vista do leitor. A ambiguidade, enquanto duplicidade e multiplicidade de interpretação, radica na natureza da própria linguagem, quer na sua polissemia, quer na sua homonímia.


Este blog está de quarentena
por tempo indeterminado


Li por aí


«Somos todos (naturalmente) pela democracia. Conviver com opiniões diferentes das nossas é que já custa o seu bocado.»

Pedro Mexia, em Estado Civil