26.

Uma e outra vez regressava aos braços onde adormecia. Uma e outra vez. Às palavras, ao quarto que dava para o parque onde crianças corriam, gritavam. Uma e outra. Vez.

27.

O teu nome muitas vezes marca a página de um livro: deito-me, levanto-me, penso que é enorme cantar. Leio depois mais uns versos e acabo por adormecer. Acordo numa outra página: encontrei um animal adormecido, uma flor hipnotizada, uma viola ferozmente taciturna. E tudo isso és tu.

28.

Hoje as estrelas foram mais estrelas. Enquanto ouvíamos o rio correr. Enquanto o teu corpo esteve aqui deitado. Enquanto o enquanto durou, as estrelas foram mais estrelas.

29.

Às vezes regressava aos aromas, aos sons, às cores que lhe eram familiares. Deitava-se e ficava à espera de um movimento, um toque, um sorriso. Tudo o que nunca mais poderia ter.