14.
Agarrou-a. Não tinha a intenção de a deixar fugir. Puxou-a para junto de si. A mão subiu-lhe a saia: quero-te.
15.
Começava a estranhar o seu corpo junto a si. Por vezes não suportava o seu toque, o respirar. Daquele lado da cama começava a existir um corpo estranho. Um corpo que já não apetecia agarrar, aquecer-se junto a ele nas noites mais frias.
16.
Sempre tinha tomado ali o primeiro café do dia. Nunca tinha reparado nela. Até àquele momento.
17.
Tinham falado até tarde, sem dar pelo passar das horas.
18.
Durante toda a noite percorreu a cidade. Foi aos bares do costume, onde costumavam beber até que o desejo lhes dizia que era hora de ir para casa. Queria encontrá-la. Tinha de.